A Microsoft seguirá sua colaboração com Steven Spielberg com mais projetos de televisão com o objetivo de posicionar seu novo console de jogos Xbox como um polo de entretenimento em casa.
A empresa americana e suas rivais Sony e Nintendo ampliaram o escopo dos consoles de games ao dar aos usuários a possibilidade de jogar enquanto assistem à televisão, ouvem música ou se comunicam via videoconferência.
Análise: Xbox One é mais central multimídia do que videogame
O console da Microsoft Xbox One, apresentado em maio, será lançado juntamente à série de TV produzida por Spielberg baseada na série de jogos "Halo".
"Estamos muito perto" de anunciar projetos semelhantes antes do fim do ano, disse o vice-presidente da Microsoft Studios, Phil Spencer, em entrevista em Tóquio nesta quarta-feira (18).
Nick Adams/Reuters
O console Xbox One durante evento na sede da Microsoft, em Redmond, Washington, realizado em maio, quando foi anunciado
Também haverá conteúdo exclusivo de televisão no Xbox não relacionado a games, "mas acredito que haverá um certo nível de interatividade com o que fazemos".
Spencer chamou os novos projetos de televisão como "projetos Nancy", em referência à ex-presidente da CBS Television Studios Nancy Tellem, contratada pela Microsoft um ano atrás como chefe do departamento de entretenimento e mídia digital.
A incursão da Microsoft na televisão poderá levar outros desenvolvedores de games a oferecer conteúdo semelhante, disse Spencer, que participará da Tokyo Game Show no início de quinta-feira.
O Xbox One substitui o Xbox 360, lançado oito anos atrás, e será vendido nos Estados Unidos e 12 outros países em novembro por US$ 499. Irá concorrer com o Playstation 4, da Sony, que por US$ 100 a menos será vendido uma semana antes nos EUA e uma semana depois na Europa.
A Nintendo lançou seu último modelo, o Wii U, no ano passado.
O Facebook revelou nesta segunda-feira (16) que seus usuários já guardaram mais de 250 bilhões de imagens nos servidores da rede social.
O número consta em um relatório da Internet.org, iniciativa da rede social e de outras empresas de tecnologia que pretende levar internet para todas as pessoas no mundo.
O documento ainda traz outros dados como a capacidade dos servidores da empresa e o fluxo de informações que passa pela rede social todos os dias. Veja:
Editoria de Arte/Folhapress
Números do Facebook
Lançado em 2010, o site Udemy, uma plataforma para que professores vendam suas aulas em vídeo, vem ganhando popularidade e crescendo recentemente.
Em junho, anunciou que havia chegado a 800 mil estudantes. No mês passado, a marca atingida foi de 1 milhão --incremento de 25% em dois meses.
Um dos fatores que colaboraram para tal crescimento foi a adição de nove línguas, inclusive o português --agora, brasileiros compõem a segunda maior nacionalidade do site, atrás dos americanos.
"A globalização é um fator muito importante", diz Eren Bali, 28, diretor e cofundador do Udemy. "Diferentemente do que ocorre em uma sala de aula, quanto mais alunos há em um curso virtual, melhor: há mais interação e eles fazem e respondem perguntas."
Quem decide usar o site para aprender precisa fazer um rápido cadastro e escolher entre os 8 mil cursos disponíveis, que vão de malabarismo a programação na linguagem Ruby on Rails. Há exercícios e, em alguns, certificado.
A maioria é paga e custa de US$ 10 a US$ 300, mas também há aulas grátis, como é o caso do curso em inglês "Brasil para iniciantes", lecionado por Marshall Eakin, 50, professor da Universidade Vanderbilt, de Nashville, Tennessee (EUA), que tem 2.847 inscritos.
"Essencialmente, o que fiz foi adaptar um curso de 15 semanas que dou sobre história do Brasil para 15 vídeo-aulas de 20 minutos cada", diz. "Então é bastante denso."
O curso de Eakin faz parte do Faculty Project, promovido pelo próprio Udemy, que tem outra dúzia de cursos gratuitos. "Os comentários vêm sendo avassaladoramente positivos", conta.
Já o curitibano Alessio Alionço, 26, optou por cobrar US$ 49 por cada um de seus cursos de administração, que adaptou para a internet durante um período em que ficou sem trabalhar na empresa que dirige, a Acessozero, porque estava doente.
Cerca de um ano e 700 alunos depois, Alionço elogia a praticidade do site. "É mais completo que os treinamentos presenciais que eu fazia, porque tem conteúdo interativo. O pessoal gosta muito."
Segundo a empresa, os professores que criaram os dez cursos mais populares no site já faturaram US$ 5 milhões em conjunto.
FLOQQ
Com cerca de 50 mil usuários na Espanha, país de origem, o site Floqq, com uma ideia parecida à do Udemy, desembarcou no país recentemente e já tem 32 cursos em português, segundo o gerente de operação para o Brasil, Robson Rodrigues, 28.
"Recomendamos [para os professores] que o preço não passe de R$ 50. Queremos democratizar a educação", diz.
A americana Dell anunciou nesta quinta-feira (12) que aprovou uma oferta de US$ 24,8 bilhões (cerca de R$ 56,6 bilhões) de seu fundador, Michael Dell, para fechar seu capital, encerrando meses de conflitos com grandes investidores e potencialmente removendo incertezas sobre a terceira maior fabricante de computadores do mundo.
Acionistas aprovaram a operação em uma reunião especial nesta quinta-feira, em Austin, Texas. Com base nos resultados preliminares, a oferta foi aprovada e a operação deve ser concluída antes do fim do terceiro trimestre fiscal da Dell, que termina no dia 1º de novembro.
A empresa afirmou que, com base em uma votação preliminar realizada em um encontro especial, os acionistas aprovaram a fusão, que deve ser concluída no terceiro trimestre do ano fiscal de 2014 da companhia.
Assim como outras fabricantes de computador, a Dell sofreu um forte baque nos últimos anos, por conta da migração de consumidores dos PCs de mesa e de laptops para os tablets e outros dispositivos móveis.
No mês passado, a Dell relatou uma queda de 72% nos lucros durante o último trimestre. As ações da Dell caíram mais de 40% desde que Michael Dell retornou ao cargo de presidente-executivo, em 2007.
Michael Dell, que está fazendo a oferta com um grupo de investidores e de financiadores, disse que ele pode reverter essa situação, mas que o processo envolverá uma reforma dolorosa e que deve reduzir seus rendimentos durante outro ano ou outros dois.
Dell disse que a renovação será mais fácil de ser realizada se estiver longe da fixação de Wall Street por resultados de curto prazo.
Michael Dell, que fundou a companhia com seu nome em 1984 em um dormitório universitário, e sua sócia Silver Lake lutaram por meses para convencer investidores céticos de que sua oferta era a melhor opção para a companhia. Nesta semana, o executivo e empresário ganhou vantagem depois que um de seus principais oponentes, Icahn, desistiu da disputa ao afirmar que seria "impossível vencer".
REESTRUTURAÇÃO
Michael Dell tem defendido que a reformulação de sua companhia em direção a uma fornecedora de serviços de computação para empresas nos moldes dos tomados pela IBM é uma transformação complexa que será melhor promovida longe dos holofotes do mercado acionário, por isso a necessidade de fechar seu capital.
"Assim que o negócio for consumado, eles poderão seguir adiante e concluir grandes negócios de infraestrutura em que estavam trabalhando", disse a analista Shannon Cross, da Cross Research, à Reuters.
Mas ainda não está claro se a Dell poderá reforçar seu portfólio de armazenamento de dados, rede e software para rivalizar com a HP e outras empresas rivais. Alguns analistas acreditam que a estratégia pode ter vindo muito tarde, uma vez que grande parte do mercado corporativo já está sendo atendido por IBM e HP.
Já acelerei alguns dos carros mais rápidos deste planeta, alguns além dos 300 km/h. Também fiquei sem freio em uma rara Mercedes 1954 "asa de gaivota", avaliada em R$ 2 milhões. Mas confesso que nunca senti tanto frio na barriga a bordo de um veículo como dias atrás, quando tive a oportunidade de testar, nos EUA, um carro autônomo.
Foi minha primeira experiência a bordo de um protótipo capaz de transitar sozinho por ruas e estradas, sem qualquer interferência humana. Assistir o volante mudar de cor e girar automaticamente nas curvas e ouvir o computador de bordo anunciar pelos alto-falantes que fará o carro parar no cruzamento, pois detectou um outro automóvel vindo em sentido perpendicular, é uma experiência assustadora.
Independentemente do assento em que você esteja acomodado, a única certeza é a de que todos ali são meros passageiros torcendo para que toda aquela parafernália eletrônica continue funcionando até a chegada ao destino digitado no GPS.
No circuito montado para simular situações cotidianas, o Nissan Autonomous se saiu bem. Seguiu milimetricamente entre as faixas pintadas no asfalto, fez ultrapassagens (dando seta), respeitou os sinais de trânsito e até realizou -com perícia- uma manobra de emergência em alta velocidade, desviando de um manequim que "atravessou" repentinamente à frente do veículo.
"O carro autônomo é 100 vezes mais hábil que um motorista comum, pois ele possui sensores e câmeras que monitoram o trânsito em um raio de 360º, calculando a melhor opção de manobra em fração de segundo", explica Tsuyoshi Yamaguchi, chefe de tecnologia da Nissan.
A PARTIR DE 2020
Apesar de os carros autônomos estarem em fase embrionária, algumas cidades dos EUA autorizaram a circulação desses automóveis em suas vias, mas apenas em caráter experimental. A exigência é que haja alguém habilitado pronto para assumir o volante em caso de pane no sistema do "piloto automático".
Há dois anos, na Califórnia, um modelo da Google equipado com tecnologia semelhante bateu na traseira de outro automóvel. Mas o acidente sem vítima ocorreu enquanto o motorista guiava o protótipo em modo "manual".
A estimativa de redução do número de acidentes fatais e a melhora do fluxo do trânsito são pontos que motivam várias montadoras a investir no desenvolvimento de carros autônomos.
"Se todos os veículos fossem inteligentes, uma central saberia o destino deles e os distribuiria pelas vias, para minimizar congestionamentos. Em cruzamentos sem pedestres, seria possível eliminar o semáforo, já que os carros cruzariam coordenadamente, sem precisar parar", diz Pietro Erber, presidente da ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico).
A Nissan anunciou que irá oferecer, a partir de 2020, o sistema Autonomous Drive como um acessório em sua linha, mesma promessa da GM.










