Quem tem filhos pequenos sabe como é difícil usar o próprio tablet: tem sempre um dedinho que fala mais alto. Pensando no fascínio da tela sensível ao toque, fabricantes de eletrônicos estão lançando versões coloridas, à prova de queda e com conteúdo infantil em português.
Editoria de Arte/Folhapress
Alguns têm configurações e preços de adulto: de R$ 499 a R$ 650, os melhores modelos vêm com câmera, conexão wi-fi, sistema Android e entrada USB e HDMI.
Já há pelo menos cinco marcas e o dobro de modelos em português disputando o mercado. A brasileira Tectoy não revela números, mas diz que vendeu tudo o que fabricou. "Nosso plano de venda foi cumprido", diz o presidente Sérgio Bastos.
A empresa produz dois modelos em Manaus: um com conteúdo exclusivo da Disney e outro da Galinha Pintadinha. Para crianças de um a quatro anos, este último vem com capa protetora em forma de galinha e todos os 42 videoclipes do fenômeno do YouTube.
É cedo para saber quanto o segmento infantil representará do mercado de tablets, mas ele deve contribuir para o crescimento de 120% esperado para este ano. De acordo com a consultoria IDC, os brasileiros devem comprar 7,2 milhões de tablets em 2013.
A Positivo, que começou a fabricar tablets há dois anos, lançou recentemente o Ypy Kids, para a faixa de três a dez anos. Com capa protetora colorida, o aparelho permite aos pais controlar até o tempo de uso de cada aplicativo.
"Sentimos que havia demanda para um produto específico quando vimos que muitos pais compravam tablets para os filhos", diz Maurício Roorda, vice-presidente de marketing da Positivo.
Em outra faixa de preço, de até R$ 250, há modelos bem mais simples, sem internet, e que devem tirar mercado dos laptops de brinquedo.
Estudos feitos por radiodifusores e teles mostram que a entrada em operação da TV digital e do 4G (internet de alta velocidade), no novo modelo que será implementado a partir de 2015, vai gerar interferência nesses serviços em algumas cidades do país.
Sem a adoção de medidas tecnológicas adequadas, o celular poderá deixar a TV sem som e imagem por alguns segundos e a TV ligada poderá interromper a navegação no smartphone.
A própria emissão de sinal pelas antenas de TV ou telefonia pode afetar os serviços.
Com a digitalização, TV e internet 4G usarão faixas de frequência vizinhas, um dos motivos apontados para a interferência entre os serviços.
Estudos mais aprofundados para estimar em quais municípios isso ocorreria, formas de evitar o problema e os gastos envolvidos ainda estão sendo feitos, mas já se sabe que a maior parte dos casos de interferência deve ocorrer em grandes centros.
Para evitar que os usuários tenham de lidar com a situação é necessário investir em equipamentos durante a instalação da nova infraestrutura das TVs e teles.
Outros países que decidiram usar a frequência de 700 MHz para trafegar dados, como Japão e Inglaterra, enfrentaram problemas parecidos. No Japão, foram investidos US$ 3 bilhões para solucionar o problema (o equivalente a cerca de R$ 6,7 bilhões).
A fabricante de equipamentos de rede Cisco disse nesta quarta-feira (2) que está trabalhando com o Facebook para oferecer acesso gratuito à internet por wi-fi em lugares públicos dos EUA, como hotéis ou lojas de varejo, para os consumidores que façam log-in no Facebook.
Um visitante poderia conectar-se à rede em um hotel simplesmente entrando no aplicativo do Facebook em seu celular, disse a Cisco. A empresa também demonstrou como poderia funcionar em um hospital enquanto o presidente John Chambers fazia um discurso na conferência Interop em Nova York.
Chambers disse que varejistas poderiam fazer promoções sob medida ou dar informações para consumidores que acessarem a Internet por meio do Facebook quando ingressarem nas lojas.
A Cisco disse que alguns consumidores da sua tecnologia Connected Mobile Experience Wi-Fi estão atualmente testando o sistema.
Enquanto a Cisco busca vender equipamentos de rede, o Facebook parece estar seguindo seu rival Google na coleta de dados sobre compras e navegação na rede dos consumidores, para oferecer anúncios dirigidos.
Mais cedo neste ano, o Google anunciou planos de levar acesso de Internet sem fio para 7 mil cafés da rede Starbucks Corp nos Estados Unidos.
Estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) diz que País está atrasado na cobertura e qualidade desse serviço para mercado corporativo.
O Brasil está muito atrasado em cobertura e qualidade da banda larga para o mercado corporativo, aponta pesquisa divulgada hoje (30/09) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Embora o preço médio para contratação de 1 megabyte por segundo (Mbps) de velocidade seja atualmente R$ 48,55, contra R$ 70,85 em 2011, a pesquisa da Firjan mostra que apenas uma minoria das empresas brasileiras tem acesso à internet de velocidade superior a 10 Mbps.
Para 2014, o mercado corporativo pretende que haja a universalização da cobertura de 1 Mbps para micro e pequenas empresas. As médias e grandes empresas, segundo o estudo, não estão contempladas e o Brasil não tem um plano para além desse horizonte.
O gerente de Competitividade Industrial e Investimentos da Firjan, Cristiano Prado, mostrou que, ao contrário, a vizinha Argentina já prevê um plano mais arrojado para 2016, com a quase totalidade de suas empresas (80%) com acesso a 50 Mbps.
Nos Estados Unidos, o plano estabelece a universalização da cobertura de 100 Mbps para as empresas em 2020. Na Europa, as metas também são mais arrojadas, disse Prado. No caso da Finlândia, por exemplo, elas atingem 100 Mbps em 2015 e, na Alemanha, a previsão é 75% das empresas com acesso a 50 Mbps em 2014.
Entre os países parceiros do Brasil no Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a Índia prevê a universalização da cobertura de 10 Mbps para empresas nas grandes cidades em 2014 e a China o acesso a 20 Mbps para 50% das empresas em 2015.
No Japão, é projetada a universalização da cobertura de 1 gigabyte (Gbps) para empresas em 2015, providência já adotada pela Coreia do Sul, no ano passado.
Com 1 Mbps por segundo, o Brasil mostra que tem a menor ambição em comparação aos demais países, assinala a pesquisa. “O que se pergunta, inquiriu Prado, é se nossa ambição é compatível com o espaço que o Brasil gostaria de ter na competição mundial?”
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, presente à explanação do gerente da Firjan, disse que não existem metas de velocidade ou de atendimento da internet de banda larga para as empresas brasileiras. As metas definidas no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) se referem somente ao acesso domiciliar. Deixou claro, entretanto, que está aberto a dialogar com os empresários e examinar a questão.
Cristiano Prado disse à Agência Brasil que no PNBL existem metas de inclusão. “De oferecer o serviço a micro e pequenas empresas, na velocidade que está sendo discutida no plano”.
O mais importante, entretanto, destacou, é que ainda que o setor empresarial conseguisse obter 1 megabyte por segundo, ou qualquer velocidade similar a isso, “a gente estaria muito aquém do que está sendo oferecido internacionalmente”. O mundo, ressaltou, já está mostrando alguns caminhos.
Ele observou que há a questão da dimensão geográfica, que dificulta o serviço no Brasil em relação às demais nações.”O Brasil não é um país pequeno. Mas, o importante é ter metas que podem, por exemplo, começar com 50 megabytes nos grandes núcleos urbanos ou nos principais estados. Ir gradativamente construindo isso”.
Prado disse que o recado é que isso precisa estar na pauta do dia. “O setor empresarial precisa estar dentro das prioridades no governo no que diz respeito à banda larga”. Segundo ele, esse é um fator de competitividade tão importante hoje como é a energia elétrica e o gás para as empresas. Significa que uma empresa com um acesso melhor à internet consegue fazer mais coisas, mais rápido e em menos tempo do que uma empresa aqui no Brasil”.
Defendeu que haja uma regulamentação que incentive o setor privado, com apoio do setor público, para que essas velocidades sejam oferecidas, tanto que respeita à cobertura geográfica, como em termos de qualidade.
Com R$ 23 mil, é possível comprar um carro 0 km ou três aparelhos de TV Full HD de 65 polegadas. Com esse valor, você também pode adquirir a TV Sony XBR-65X905A com 65 polegadas, suporte a 3D e definição ultra HD (tecnologia também chamada de 4k). O aparelho está à venda no Brasil.
DIRETO AO PONTO
Nome:TV Sony XBR-65X905A
Display: LED de 65 polegadas
Resolução: 4K (3.840 x 2.160 pixels)
Ângulo de Visão: 178°
Suporte a 3D: Sim
Entradas: Porta USB (3), RF (2), vídeo composto/componente (1 traseira, 1 lateral híbrido), áudio analógico (2), HDMI (4)
Saídas: Áudio/fone de ouvido (1, híbrido), áudio digital (1), ethernet (1)
Dimensões (L x A x P, em cm): 168,2 x 87,5 x 10
Peso: 45 quilos
Preço sugerido: R$ 23 mil
Pontos positivos: Excelente definição; fácil de usar
Pontos negativos: Demora a realizar downloads de programas ou para se conectar à web
Para que você tenha ideia do "poder" da ultradefinição, aparelhos de 4K têm 3.840 pixels x 2.160 pixels, enquanto uma TV Full HD tem "apenas" 1.920 pixels x 1.080 pixels. Os pixels podem ser considerados como pontos e, quanto maior a quantidade deles, mais bem definido é o que aparece na tela.
Embora ainda não haja muito conteúdo disponível em ultradefinição, o pouco que se vê é de cair o queixo. A sensação de realidade e de imersão é bem superior à de diversas produções em 3D (e ainda evita o uso dos chatos óculos). Hoje, a maior parte dos vídeos 4k ainda é feita para mostrar detalhes, cores, definições (há alguns trailers de filmes de ação também). Até mesmo o áudio ajuda a reforçar sensação de imersão.
Voltando à TV da Sony (aquela com preço de Fiat Uno zero), as imagens são muito bem delineadas e as cores, muito, muito vivas. Em especial os tons brilhantes, como prateado ou dourado, ou os quentes, como amarelo, laranja e vermelho.
Depois de uma sessão de vídeo com imagens de Myanmar, por exemplo, tem-se a impressão de que a vida real conta com menos cores e menos formas. Com essa telona ultra-HD, você pode se sentir passeando pelo país, enquanto está esparramado na sala. A sensação de estar fora do próprio corpo, ou em algum filme do David Lynch (ou em ambos), é frequente.
E de resto?
No geral, é uma TV muito boa. Além da excelente qualidade de imagem, o sistema de áudio agrada muito – alto, com reforço nos graves.
Há forte integração com internet, embora a conexão apresente lentidão maior do que em outros gadgets. Vídeos e filmes que carregam instantaneamente em computadores e smartphones demoram a engrenar no televisor, por exemplo.
Por vezes, aplicativos também são um tanto lentos para abrir, quando acionados pela primeira vez.
Ainda assim, ganham destaque os aplicativos nativos de YouTube, Skype, Facebook e Crackle. Há também um botão Netflix disponível no controle remoto. O navegador da TV permite visitas a páginas web em geral, embora nunca seja uma experiência muito gratificante navegar usando o controle da TV.
O suporte à tecnologia 3D é tão competente quanto poderia ser (em resumo: ainda bastante desnecessário).
Estrutura
Parruda e fisicamente pesada, ela é fácil de ser montada: para prendê-la sobre seu suporte, duas pessoas resolvem a questão em menos de dois minutos, encaixando uma peça e girando quatro parafusos.
Caso deseje fixá-la na parede, entretanto, será necessária muita mão de obra e provavelmente uma estrutura reforçada, já que ela tem mais de 1,6 metro de tela (na diagonal) e pesa pouco mais do que um pastor alemão adulto, com 45 quilos.
Do ponto de vista de design, a moldura poderia ser um pouco mais fina.
O preço, mais uma vez, também pode ser encarado como ponto negativo. Isso porque, nos Estados Unidos, por exemplo, TVs de 4k (de 50 polegadas) já começam a aparecer nas prateleiras por menos de US$ 1.000 (cerca de R$ 2.500).










