Centenas de pessoas acamparam para garantir um bom lugar na fila durante o lançamento Apple Watch em Los Angeles. Entre outras qualidades,o relógio inteligente terá uma autonomia de 18 horas de uso e incluirá o acesso ao serviço de mensagem Line.
Contra a reprodução de estereótipos, ativistas lançaram uma campanha pressionando pela proibição ao desenvolvimento de robôs para fins sexuais. Segundo a responsável pela iniciativa, Kathleen Richardson, o uso da tecnologia é "desnecessária e indesejável".
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Boneca Roxxxy será vendida por cerca de R$ 28 mil
Nos últimos anos, as famosas bonecas infláveis vêm se sofisticando na medida em que empresas do setor buscam adaptá-las com inteligência artificial. O intuito dessas companhias é torná-las cada vez mais semelhantes a seres humanos.
Kathleen, que é professora da Universidade De Montfort, em Leicester, diz que lançou a campanha para aumentar a conscientização sobre o tema. Ela também afirma querer persuadir as empresas que desenvolvem robôs sexuais a repensar o uso dessa tecnologia. "Robôs sexuais parecem ser um foco crescente na indústria de robôs e os modelos que se apresentam como mais atraentes - como eles vão se parecer, quais papeis vão desempenhar - são cada vez mais perturbadores", disse ela à BBC.
Kathleen diz acreditar que esses robôs reforçam os estereótipos tradicionais das mulheres bem como a percepção de que o relacionamento entre duas pessoas não pode ir além do sexo. "Acreditamos que a criação de tais robôs contribuirá para prejudicar as relações entre homens e mulheres, adultos e crianças, homens e homens e mulheres e mulheres", afirmou ela.
A empresa Abyss Creations, que fabrica e vende brinquedos sexuais masculinos e femininos, está começando a introduzir componentes eletrônicos em seus produtos. Enquanto isso, outra companhia, a True Companion, reivindica para si a autoria do "primeiro robô sexual do mundo" e promete lançar a primeira boneca do tipo, Roxxxy, no final deste ano.
O CEO da empresa, Douglas Hines, diz acreditar que há uma demanda reprimida entre os consumidores de produtos eróticos. "Não estamos substituindo o ser humano de carne e osso. Trata-se de uma solução para pessoas que estão solteiras ou para alguém que perdeu a esposa ou marido", disse. "As pessoas podem buscar a felicidade de outras formas que não a interação humana", acrescentou ele.
Em entrevista à BBC, Hines disse esperar que Roxxxy se torne o primeiro robô sexual capaz de falar com seu usuário e aprender o que lhe agrada ou lhe desagrada. "O ato sexual será apenas uma pequena parte do tempo que você passa com este tipo de robô - a maioria do tempo você vai passar socializando e interagindo", disse ele.
Alguns especialistas, no entanto, permanecem céticos quanto aos planos da companhia, dada a imensa complexidade de criar máquinas inteligentes. Mas a primeira versão - que será vendida por US$ 7 mil (R$ 28 mil) - já tem milhares de pré-encomendas, afirmou Hines.
Para Kevin Curran, do Instituto de Engenheiros Elétricos e Eletrônicos do Reino Unido, tais produtos devem ganhar força no mercado. "Seria ingênuo ignorar a demanda do mercado por robôs sexuais", disse ele à BBC. "Basta adicionar pele a esses robôs para transformá-los em companhias atraentes. Não se trata de algo difícil de ser feito e essas máquinas só não se espalharam no mercado porque ainda são construídas em institutos de pesquisa e não empresas. Isso já está mudando", acrescentou.
Curran, no entanto, diz acreditar que a repercussão pública é inevitável. "Grupos têm feito campanhas para se opor a robôs assassinos, mas, em breve, prevejo um tempo onde os humanos farão lobby contra robôs sexuais", disse ele.
Companhias atraentes
David Levy, autor do livro Love and Sex with Robots (Amor e sexo com Robôs, em tradução livre), diz acreditar que há um imenso mercado para bonecas como Roxxxy e prevê que, em 2050, as relações íntimas entre robôs e humanos serão comuns. "Há um número crescente de pessoas que acreditam ser difícil ter um relacionamento e as máquinas de certa forma preenchem esse vazio. Não é mais degradante para as mulheres quanto os vibradores", afirmou ele à BBC.
E à medida que esses robôs ficarem mais sofisticados e capazes de simular o comportamento humano, mais complexa se tornará a relação entre humanos, acredita ele.
Curran diz temer que a sociedade como um todo não esteja preparada para lidar com um cenário em que robôs se tornem acompanhantes. "Temos leis suficientes para lidar com problemas que podem surgir no futuro quando robôs não serão mais distinguíveis dos humanos? Um robô pode se casar? Um casal robô pode adotar uma criança?", questiona ele.
Um bug no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp pode colocou seus 200 milhões usuários em risco de fraudes eletrônicas. A informação veio da empresa de segurança da informação Check Point.
Segundo a empresa, a vulnerabilidade no aplicativo afeta apenas a versão para computadores do WhatsApp, mas permite que hackers distribuam programas maliciosos como vírus ou do tipo - usados para "sequestrar" computadores e extorquir usuários por "resgate".
A vulnerabilidade dava espaço para o envio de programas do tipo "ransomware"
Foto: Whatsapp
Cartão virtual
O WhatsApp foi alertado sobre o problema em 21 de agosto e na semana seguinte criou um (remendo) para corrigir a falha. A Check Point recomenda aos usuários que atualizem suas versões imediatamente para aproveitar o ajuste.
O aplicativo para computadores é uma versão do programa utilizado em telefones celulares ao redor do mundo, inclusive no Brasil, onde é o app mais usado para o envio de mensagens instantâneas. O número de usuários globais em smartphones é de 900 milhões, com 200 milhões também usando PCs. Em fevereiro do ano passado, o WhatsApp foi comprado pelo Facebook.
O Whatsapp tem 900 milhões de usuários no mundo e dezenas de milhões no Brasil
Foto: Whatsapp
Segundo a Check Point, a vulnerabilidade foi causada pela maneira como o programa lida com o envio de contatos no formato cartão virtual (vCard). Ele dava brecha para que hackers enviassem vCards falsos contendo programas maliciosos "escondidos". Quando clicado, o vCard infectaria os computadores.
Para um especialista em segurança, o Whatsapp também tem brechas que hackers podem explorar para obter números de telefone celular e enviar programas maliciosos.
"O Whatsapp é uma plataforma cruzada para o envio de mensagens instantâneas, então a chance de alguém abrir um vCard é bem grande", afirma Mark James, da firma ESET.
A medida que a tecnologia evolui, melhorando a vida das pessoas, novas fragilidades também vão sendo criadas. Ou seja: não mexa com o Google, Facebook ou Twitter se não quiser que a humanidade entre em colapso. Como no caso desta quinta-feira (10), em que o caos foi instaurado após um bug na rede social de Mark Zuckerberg. As informações são do jornal britânico The Sun .
Postagens com links estão sendo barradas, pois endereços não são considerados seguros
Foto: Reuters
Status que incluem links estão sendo rejeitados pelo site, por não serem considerados seguros, e outros usuários tiveram algumas de suas atualizações excluídas também.
Apesar do Facebook insistir que o problema tenha sido resolvido, o tabloide The Sun reportou que seus posts continuam sumindo.
Mas esse não é o primeiro problema da rede social neste ano. Em janeiro, o site saiu do ar por uma hora e, em abril, usuários do sistema Android reclamaram que não conseguiam acessá-lo.
Originalmente desenvolvida pelo governo dos EUA, a darknet é hoje um paraíso para atividades ilegais, como pornografia e venda de drogas. Órgãos de segurança tentam invadir e desmantelar misterioso mercado negro online.
Foi na darknet que um grupo de hackers que se autodenomina "Impact Team" publicou recentemente dados de 37 milhões de integrantes dos sites de encontros Ashley Madison e Established Men.
Se você está curioso para ver se conhece algum dos nomes na lista, não pense que será tão fácil assim. A darknet é inacessível para a maioria dos usuários da internet, e uma busca no Google não vai encontrá-la, porque a ferramenta de busca não indexa sites da darknet.
Geralmente, transações "obscuras" tendem a acontecer nessa rede, envolvendo venda online de drogas, pornografia infantil, informações sobre cartões de crédito e armas, por exemplo. Originalmente desenvolvida pelo governo dos EUA, a darknet também serve hoje de plataforma para lavagem de dinheiro e compra e venda de outros bens e atividades ilegais com relativa impunidade.
Anônima e descentralizada
Se a internet em geral é uma "superestrada de informação", a darknet é uma pequena rua que não aparece no GPS. A busca do Google não é capaz de acessar informações da darknet, porque essas são escritas em linguagem diferente da usada na World Wide Web.
Para acessar a darknet, você precisa de uma unidade diferente de GPS – neste caso, um browser chamado Tor. Ele é gratuito e tão fácil de instalar quanto o Firefox ou qualquer outro navegador, mas funciona de maneira diferente.
O Tor faz com que suas informações "pulem" diversas vezes pelo mundo antes do seu alvo as receber, o que faz com que seja praticamente impossível rastrear quem as enviou.
No Facebook, por exemplo, o servidor da companhia envia dados diretamente para o seu computador quando você clica na foto nova de um amigo. Na darknet, essa informação seria fragmentada e espalhada pelo mundo, enviada e reenviada várias vezes, até chegar ao seu computador como pacotes de dados, individuais e anônimos, cuja origem não é clara. Compiladas, eles criariam um todo – a foto, nesse caso. Esse processo de distribuição de dados faz com que a darknet opere de maneira mais lenta que a tradicional World Wide Web.
Quando o FBI, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e a Europol conduziram a operação Onymous, em novembro de 2014, eles tiraram do ar 27 sites da darknet. O mais conhecido era o Silk Road 2.0, cujo operador foi preso.
A forma com a qual a Onymous foi conduzida continua desconhecida. Numa entrevista concedida a revista Wired, o chefe da Europol, Troels Oerting, disse que os agentes preferiam manter a metodologia em segredo. "Não podemos compartilhar com todo mundo a forma como fizemos isso, porque queremos fazê-lo de novo, de novo e de novo."
Desde então, a darknet tem estado relativamente tranquila, mas não foi desativada. Não é aconselhável visitar sites da darknet, pois, além da ilegalidade de muitos produtos oferecidos, não é possível verificar que informações do usuário serão recolhidas ou roubadas durante a visita.
Páginas da darknet podem ser reconhecidas pela terminação ".onion" – uma referência à estrutura cheia de camadas da cebola (onion, em inglês). Usuários do Tor costumam ir diretamente para os sites, usando seus endereços, exatamente como na internet. Bitcoin é a moeda comum, trocada de forma anônima, mas que pode ser convertida em dinheiro real uma vez acessada a conta de Bitcoin de um indivíduo.
Liberdade de expressão
Para chegar até criminosos que utilizam a darknet, policiais, autoridades federais, agentes secretos e redes internacionais de combate ao crime usam algumas táticas surpreendentemente antigas.
Uma delas é a aquisição de algum produto ilegal disponível no mercado da rede e analisar o pacote e seu conteúdo quando chegar pelo correio. Assim, a polícia pode apurar pistas sobre a origem da encomenda. Outra tática é fazer contato com os proprietários dos sites e solicitar um encontro real para trocar informações e bens.
Existe, entretanto, o lado bom da darknet: a liberdade de expressão. A rede permite que os usuários se comuniquem de forma anônima, exigindo que os governos tenham que adotar esforços extremos para tentar localizá-los e identificá-los.
Para usuários que vivem em regimes opressores, que monitoram ativamente, bloqueiam conteúdo na internet ou adotam ações punitivas contra dissidentes, a darknet oferece maneiras alternativas de se expressar livremente.
Vale o mesmo para whistleblowers. A darknet é um lugar seguro para publicar informações de crucial importância para a opinião pública, mas que pode colocar a pessoa responsável pelo seu vazamento em perigo.
A darknet tem, portanto, seu lado mau e, ocasionalmente, um lado bom. Se ao invés de publicarem nomes de usuários, os hackers do caso Ashley Madison tivessem feito vazamentos de emails provando corrupção em governos, a opinião do público sobre os sites anônimos poderia ser agora bem diferente.










