Google está tentando atrair desenvolvedores para a sua plataforma de realidade virtual, Google Cardboard, oferecendo SDKs e documentação atualizada e tornando o aplicativo do Cardboard disponível em 39 idiomas.
O Google Developers Blog revelou nesta segunda-feira, 12/10, a disponibilidade do app em mais de 100 países para as plataformas Android e iOS. Aplicativos Google Unity 3D podem ser adaptados para a realidade virtual também.
Até agora, foram 15 milhões de instalações do app do Cardboard a partir do Google Play, disse o engenheiro de software Brandon Wuest. O aplicativo oficial do Google Cardboard é a primeira parada para o mundo da realidade virtual no seu Android ou iPhone. O aplicativo do Google Cardboard permite que você use qualquer visualizador Google Cardboard com qualquer aplicativo do Google Cardboard e inclui várias demonstrações imersivas, como "Windy Day", um curta de animação interativo do Google Spotlight Stories que os peoprietários de alguns modelos de smartphones Motorola conhecem bem.
Feito em papelão, o Cardboard é montado para dar suporte à um smartphone com tela de 6 polagas inserido no seu interior. Através das lentes e focando na tela do aparelho, os usuários podem experimentar uma realidade virtual. Basta girar o rosto para navegar pelo conteúdo. O Google oferece projetos para download, e terceiros, como a Mattel estão oferecendo seus próprios conteúdos.
Além disso, você pode criar seu próprio visualizador. Você só precisa de alguns itens comuns que podem ser encontrados na sua garagem, na Internet ou em qualquer loja de ferragens: papelão, lentes, ímãs, velcro e um elástico. As instruções estão disponíveis no site do produto.
"Os SDKs de cardboard para Android e Unity foram atualizados para resolver os seus dois primeiros pedidos: uma correção de deriva e de desempenho", disse Wuest. "Esta atualização inclui uma grande revisão dos algoritmos de fusão de sensores que integram os sinais do giroscópio e acelerômetro. Estas melhorias vão diminuir substancialmente os erros de precisão, especialmente em telefones com sensores de menor qualidade." O Google também está permitindo o acesso ao aplicativo Google Street View no carboard. O SDK Unity do “dispositivo” agora melhora o desempenho dele como um todo, apoiando um passe distorção Unity-natal e evitando plug-in em cima, disse Wuest.
Embora, ao longo dos anos, a realidade virtual tenha sido percebida mais como tecnologia relacionada ao entretenimento, espera-se que comece a ter impacto nos negócios empresariais. Além do Google, empresas como HTC e Samsung estão oferecendo soluções de VR. Aplicações de negócio incluem passeios virtuais por imóveis ou carros, bem como simulações.
Não por acaso, o Cardboard ganhou o Grand Prix de Mobile no Cannes Lions 2015. No Brasil, a primeira aparição foi em uma experiência imersiva promovida pela Renner, no lançamento da sua nova coleção Outono-Inverno 2015. A criação do projeto da Renner foi feita pela 3yz em parceria com o Google.
A Google quer continuar a explorar o sucesso do Cardboard, e tudo indica que a companhia não vai transformá-lo em outro produto, como fez no início do ano em parceria com a Mattel, ao revitalizar o clássico 3D View Master, com base no mesmo princípio do óculos de papelão.
Lançado originalmente como um app preview separado para o Windows 8 há cerca de um ano, o Skype Translator agora está sendo integrado diretamente à versão desktop do aplicativo de comunicação da Microsoft.
Assim, os usuários do Skype no Windows 7, Windows 8 e Windows 10 poderão usar o tradutor em tempo real diretamente na versão desktop do aplicativo em seus respectivos computadores.
Inicialmente, o aplicativo terá suporte para seis idiomas: inglês, francês, alemão, italiano, mandarim e espanhol – ou seja, nada de português por enquanto.
De acordo com a Microsoft, nas próximas semanas será liberada uma atualização para o app desktop do Skype para Windows. Feito o update, aparecerá um botão de tradução dentro das conversas por áudio ou vídeo.
Para quem quer apenas tradução em tempo real para mensagens instantâneas, o número de idiomas suportados dispara para 50 no total.
Além disso, vale notar que, por enquanto, o Skype Translator só aparece como recurso embutido do Skype nessas versões do Windows. Nada de Mac no momento.
Quase um terço daqueles que compram em lojas virtuais não seguem regras de segurança básicas ao realizarem pagamentos, de acordo com uma pesquisa recente da empresa em segurança, Kaspersky Lab.
Segundo a companhia, mais de 18 mil participantes responderam a um teste online, que os colocou em situações potencialmente perigosas que são com frequência encontradas na Internet.
O estudo também descobriu que apenas metade deles checou se um site era autêntico antes de dar suas informações financeiras.
Participantes foram pedidos para selecionarem um de quatro sites fictícios de bancos para darem detalhes sobre suas contas. A companhia disse que apenas metade conseguiu reconhecer o site que era verdadeiramente seguro com um nome não modificado (mudanças do nome de uma organização são uma forma comum de phishing) e o prefixo https, que indica uma conexão criptografada.
Além disso, 5% dos participantes selecionaram sites com erro de digitação, o que sugeria que confiariam potencialmente em páginas falsas criadas para roubar dados financeiros de seus usuários.
Depois, foi perguntado a usuários quais passos eles tomariam antes de informar seus dados financeiros para fazer um pagamento online.
Apenas 51% disseram verificar a autenticidade de um site, 21% deles usam um teclado virtual para proteger suas senhas de interceptação por malware, 20% checam se o antivírus está funcionando propriamente e um alarmante 29% defende que nenhuma ação adicional é necessária por que “sites de grandes e respeitadas companhias são protegidos o suficiente”.
“Essas amostras reforçam o que há tempo tem sido observado, que muitos usuários não apenas se colocam sob riscos assim como colocam seu dinheiro, mas também bancos e negócios de pagamento que usam”, disse Andrew Mamonitis, diretor da Kaspersky Lab.
“Lidar com incidentes, mesmo se forem causados por usuários inexperientes, pode consumir consideráveis recursos e têm um impacto negativo na reputação da companhia. Isso significa que o uso de segurança especializada contra roubo online está se tornando uma necessidade”, acrescentou.
De forma alarmante, muitos usuários empregam ações que oferecem nenhuma proteção para suas informações financeiras.
11% dos participantes usariam o modo “anônimo” para proteger seu pagamento
4% recorreria a um anonymizer - aplicação que permite navegação anônima na Internet, ocultando endereço IP do usuário
7% informa e apaga dados para “confundir” malware
A Kaspersky diz que alguns usuários estão sendo descuidadosos sobre seus detalhes de pagamento como o fazem no mundo real, com 20% vendo nenhum problema em deixar seu cartão do banco longe de suas vistas enquanto pagam uma conta no restaurante.
Primeiro hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) a incluir a robótica em procedimentos cirúrgicos, o Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca) completou em agosto deste ano 500 cirurgias, desde março de 2012, feitas com auxílio do robô Da Vinci, equipamento adquirido em dezembro de 2011, ao custo estimado de US$ 2,6 milhões.
O cirurgião da Área de Cabeça e Pescoço do Inca, Fernando Luiz Dias, disse hoje (21) que essa ferramenta permite realizar cirurgias que, no passado, eram feitas de maneira tradicional, com índice de morbidade ou possibilidade de complicação muito elevados. Incisões externas e eventuais acessos cirúrgicos por estrutura óssea da face, no caso de cirurgias de cabeça e pescoço, faziam o paciente sofrer muito mais pelos efeitos desse acesso cirúrgico do que a retirada do tumor em si, comentou o cirurgião.
“O robô trouxe a possibilidade de fazermos essas cirurgias sem a necessidade desses acessos cirúrgicos. Fazemos diretamente pela cavidade natural, que é a boca”. O uso da robótica reduziu o tempo das cirurgias de quatro a cinco horas para menos de uma hora e a internação, que durava de sete a oito dias, foi reduzida para três a quatro dias.
Segundo o especialista, o novo equipamento proporcionou ao corpo médico do Inca acumular uma experiência com cirurgia robótica incomparável: “Eu diria que o Inca tem hoje a maior experiência brasileira em cirurgia robótica, não só em cabeça e pescoço, mas também em outras especialidades”. Nessa área, foram operados mais de 150 pacientes desde março de 2012.
O robô é utilizado no Inca também em cirurgias de tumores abdominais, urológicos e ginecológicos. Como as cirurgias são cada vez mais rápidas com o uso do robô, os médicos do Inca podem fazer de dois a três procedimentos por dia, durante os cinco dias úteis e a expectativa é operar pelo robô entre oito e dez doentes por mês com câncer de pescoço e cabeça. O robô é cedido a cada especialidade médica durante um dia por semana.
Além de ser mais rápido, o procedimento robótico reduz a exposição de tecido corporal do paciente, que ocorre na cirurgia aberta. “A dor é muito menor, o incômodo é muito menor, a necessidade de o paciente ser submetido a uma traqueostomia também é muito menor. Enfim, existe uma série de ganhos de conforto do paciente para os quais essa cirurgia seja indicada e que auxilia na reabilitação desse paciente na sua vida cotidiana e, eventualmente, até na sua vida profissional”.
Especialistas acreditam que a inteligência das máquinas se equiparará à de humanos até 2050, graças a uma nova era na sua capacidade de aprendizado.
Computadores já estão começando a assimilar informações a partir de dados coletados, da mesma forma que crianças aprendem com o mundo ao seu redor.
Pesquisas sobre inteligência artificial avançaram a partir dos anos 1990 com nova abordagem
Foto: Thinkstock
Isso significa que estamos criando máquinas que podem ensinar a si mesmas a participar de jogos de computador – e ser muito boas neles – e também a se comunicar simulando a fala humana, como acontece com os smartphones e seus sistemas de assistentes virtuais.
Fei-Fei Li, professora da Universidade de Stanford e diretora do laboratório de visão computacional da instituição, passou os últimos 15 anos ensinando computadores a enxergar.
Seu objetivo é criar olhos eletrônicos para robôs e máquinas e torná-los capazes de entender o ambiente em que estão.
Metade da capacidade cerebral de um humano é usada no processamento visual, algo que fazemos sem um grande esforço aparente.
"Ninguém diz para uma criança como enxergar. Ela aprende isso por meio de experiências e exemplos do mundo real", disse Li em sua palestra na conferência TED neste ano.
"Se você pensar, os olhos de uma criança são como um par de câmeras biológicas que tiram fotografias a cada 200 milissegundos, o tempo médio dos movimentos oculares. Então, aos 3 anos de idade, uma criança teria centenas de milhões de fotos. Isso é um grande treinamento."
Ela decidiu ensinar computadores da mesma forma. "Em vez de só me concentrar em criar em algoritmos cada vez melhores, minha ideia é dar aos algoritmos o treinamento que crianças recebem por meio de experiências, quantitativamente e qualitativamente."
Treinamento
Cientista de Stanford, Fei-Fei Li busca ensinar máquinas como enxergar
Foto: TED
Em 2007, Li e um colega de profissão deram início a uma tarefa desafiadora: filtrar e identificar 1 bilhão de imagens obtidas na internet para que sirvam de exemplos do que é o mundo real para um computador.
Eles pensavam que, se uma máquina visse imagens suficientes de uma determinada coisa, como um gato, por exemplo, seria capaz de reconhecer isso na vida real.
Eles pediram ajuda em plataformas de colaboração online e contaram com o apoio de 50 mil pessoas de 167 países. No fim, tinham a ImageNet, uma base dados de 15 milhões de imagens relativas a 22 mil tipos de objetos, organizada de acordo com seus nomes em inglês.
Isso se tornou um recurso valioso usado por cientistas ao redor do mundo que buscam conferir aos computadores uma forma de visão.
Todos os anos, a Universidade de Stanford realiza uma competição, convidando empresas como Google, Microsoft e a chinesa Baidu, para testar a performance de seus sistemas com base na ImageNet.
Nos últimos anos, estes sistemas tornaram-se especialmente bons em reconhecer imagens, com uma margem de erro média de 5%.
Para ensinar computadores a reconhecer imagens, Li e sua equipe usaram redes neurais, nome dado a programas de computadores feitos a partir de células artificiais que funcionam de forma muito semelhante à de um cérebro humano.
Uma rede neural dedicada a interpretar imagens pode ter desde algumas centenas a até milhões destes neurônios artificiais, dispostos em camadas.
Cada camada reconhece diferentes elementos de uma imagem. Uma aprende que uma imagem é feita de pixels. Outra reconhece cores. Uma terceira determina seu formato e assim por diante.
Ao chegar à camada superior – e as redes neurais hoje têm até 30 camadas –, esta rede é capaz de ter uma boa noção do que se trata a imagem.
Pesquisa em Stanford criou programa capaz de identificar imagens com grande precisão
Foto: Stanford
Em Stanford, uma máquina assim agora escreve legendas precisas para vários tipos de imagens, apesar de ainda cometer erros, como, por exemplo, dizer que uma foto de um bebê segurando uma escova de dente foi identificada como "um menino segurando um taco de beisebol".
Apesar de uma década de trabalho duro, disse Li, esta máquina ainda tem a inteligência de uma criança de 3 anos. E, ao contrário desta criança, ela não é capaz de compreender contextos.
"Até agora, ensinamos um computador a ver objetivamente ou a nos contar uma história simples quando vê uma imagem", afirmou Li.
Mas, quando pede para que a máquina avalie uma imagem de seu filho em uma festa de família, o computador simplesmente diz se tratar de um "menino de pé ao lado de um bolo".
"O computador não vê que é um bolo especial que é servido apenas na época da Páscoa", explicou Li.
Este é o próximo passo de sua pesquisa no laboratório: fazer com que máquinas entendam uma cena por completo, além de comportamentos humanos e as relações entre diferentes objetos.
A meta final é criar robôs que "enxergam" para que auxiliem em cirurgias, buscas e resgates e que, no fim das contas, promovam melhorias em nossas vidas, segundo Li.
Progresso
Nos anos 1950, Alan Turing já especulava sobre máquinas pensantes
Foto: AP
O complexo trabalho realizado em Stanford tem como base o lento progresso obtido nesta área nos últimos 60 anos.
Em 1950, o cientista da computação britânico Alan Turing já especulava sobre o surgimento de uma máquina pensante, e o termo "inteligência artificial" foi cunhado em 1956 pelo cientista John McCarthy.
Após alguns avanços significativos nos anos 1950 e 1960, quando foram criados laboratórios de inteligência artificial em Stanford e no Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), ficou claro que a tarefa de criar uma máquina assim seria mais difícil do que se pensava.
Veio então o chamado "inverno da inteligência artificial", um período sem grandes descobertas nesta área e com uma forte redução no financiamento de suas pesquisas.
Mas, nos anos 1990, a comunidade dedicada à inteligência artificial deixou de lado uma abordagem baseada na lógica, que envolvia criar regras para orientar um computador como agir, para uma abordagem estatística, usando bases de dados e pedindo para a máquina analisá-los e resolver problemas por conta própria.
Cientistas estão ensinando máquinas a como agir como humanos
Foto: SPL
Nos anos 2000, um processamento de dados mais veloz e a grande oferta de dados criaram um ponto de inflexão para a inteligência artificial, fazendo com que esta tecnologia esteja presenta em muitos dos serviços que usamos hoje.
Ela permite que a Amazon recomende livros, o Netflix indique filmes e o Google ofereça resultados de buscas mais relevantes. Algoritmos passaram a estarem presentes nas negociações feitas em Wall Street, indo às vezes longe demais, como em 2010, quando um algoritmo foi apontado como culpado por uma perda de bilhões de dólares na Bolsa Nova York.
Também serviu de base para os assistentes virtuais de smartphones, como a Siri, da Apple, o Now, do Google, e a Cortana, da Microsoft.
Neste momento, máquinas assim estão aprendendo em vez de pensar. É alvo de controvérsia se é possível programar uma máquina para pensar, já que a complexa natureza do pensamento humano tem intrigado cientistas e filósofos há séculos.
E ainda assim restarão elementos da mente humana, como sonhar acordado, por exemplo, que máquinas nunca serão capazes de replicar.
Ainda assim, a habilidade destes computadores vem melhorando, e a maioria das pessoas concorda que a inteligência artificial está entrando em sua era de ouro e só se tornará mais eficiente aqui daqui em diante.










