Militares usaram quadcopters e octocopters para simular situação de ameaça. Descobertas podem acelerar o desenvolvimento de sistemas defensivos
O Exército Americano tem testado, pela primeira vez, enxames de drones comerciais em um grande treinamento militar e determinou que a tecnologia de baixo custo já está em um estágio onde poderia ser usado ofensivamente.
Drones saídos da prateleira levaram tecnologia, que antes era complexa e cara, ao alcance de consumidores. E militares estavam curiosos para ver o quanto de ameaça eles podem representar.
Durante o teste, militares usaram quadcopters e octocopters para simular uma situação de ameaça. Depois, expandiu os testes para descobrir se era capaz de fazer uso da mesma tecnologia.
As descobertas podem acelerar o desenvolvimento de sistemas defensivos pelos militares dos Estados Unidos para protegê-los de modo que possam ser usados contra inimigos.
Em um exercício, por exemplo, um enxame de drones com câmeras a bordo foram usados para dar suporte em forças opostas na tentativa de descobrir as posições de soldados. Da mesma forma, testou uma parte do espaço aéreo com drones para gerar uma assinatura de radar.
“Já foi provado que drones (comerciais) podem ser usados para inteligência, vigilância e reconhecimento, táticas de distração e, no futuro, na habilidade de entregar pequenas munições”, disse Barry Hatchett do Programa para Simulação, Treinamento e Instrumentalização do Exército.
Por si só, um drone não representa uma enorme ameaça ou oferece muito enquanto vantagem no campo de batalha. Seu alcance é limitado, não pode levantar muito, não é defendido contra interferência de rádio e pode ser facilmente derrubado com um tiro de um rifle.
No entanto, eles são baratos. Um drone militar pode custar centenas de milhares de dólares – o que o coloca a distância da maioria das pessoas. Mas por uma fração desse preço, uma porção de drones para consumidores pode ser usada simultaneamente. E quando isso acontece, bem, eles se tornam mais viáveis como uma arma.
O Exército está preocupado que um enxame de pequenos drones poderia facilmente sobrecarregar uma posição defensiva porque representaria muitos alvos em movimento para atacá-los com sucesso.
Assim, os testes também examinaram como o intervalo de tempo ou fuga de drones comerciais podem ser melhorados, como podem ser usados com câmeras de visão noturna e como podem ser modificados para liberar pequenas bombas.
Vale lembrar que drones se mostraram extraordinariamente capazes de voar através de defesas existentes ao redor prédios de alta segurança.
A medida que se tornam mais populares, algumas empresas já desenvolveram sistemas de detecção de drones comerciais que possam identificá-los, mas não têm a capacidade de derrubá-los.
Pesquisadores da Universidade Federal de Tocantins (UFT) desenvolveram um aplicativo capaz de traduzir palavras escritas nas línguas dos povos Xerente e Apinajé para o português. O “Traduzíndio” foi lançado esta semana durante os Jogos Mundiais do Povos Indígenas em Palmas (TO).
A ideia surgiu quando o professor George de Brito sentiu a dificuldade de muitos dos alunos indígenas de se comunicarem em português. “Nós temos um número considerável de indígenas na universidade e a ideia era criar um sistema que auxiliasse na comunicação destes alunos. Fizemos um sistema web no começo e logo depois pensamos numa versão mobile para que outras pessoas, além dos alunos, também tivessem acesso”, explica.
O Tocantins é território de sete etnias que falam quatro línguas diferentes ( apinajé, xerente, carajá e krahô) e duas delas (apinajé e xerente) estão no Traduzíndio, pois têm documentação, vocabulário e dicionário. O povo Xerente tem atualmente uma população de quase 1.800 pessoas distribuídas em 33 aldeias. Os apinajé têm população de cerca de 1.100 pessoas que habitam 14 aldeias.
Alunos das duas etnias ajudaram a desenvolver o Traduzíndio e validaram a tradução palavra por palavra. Eles também visitaram as aldeias para ouvir a opinião dos indígenas sobre o aplicativo.
O aplicativo abrange 5.504 palavras da língua apinajé e 3.692 do xerente. Além da tradução, a ferramenta apresenta a cultura das duas etnias e uma breve apresentação do projeto.
Uma equipe já trabalha na ampliação e aprimoramento da ferramenta que, em breve, deve trazer ainda as línguas carajá e krahô . “Queremos também ter os verbetes disponíveis em áudio e acrescentar uma linha do tempo interativo sobre a chegada das etnias no Tocantins e com informações sobre os dias atuais”, diz o professor Brito.
O universitário Felipe Tkibumrã, da etnia Xerente, foi um dos alunos que ajudou na validação dos verbetes do aplicativo. Ele conta que todos na aldeia gostaram da ideia. “A tecnologia veio para nos ajudar. A gente não pode esquecer da nossa língua e o aplicativo também serve como conservação dela. Também é interessante para que outras pessoas conheçam um pouco da nossa cultura”.
“É inimaginável pensar em tendências como internet das coisas sem o open source”, diz Gilson Magalhães, presidente da provedora no País.
A Red Hat está otimista com o Brasil. A provedora aposta que o mercado local deve, “no mínimo”, dobrar nos próximos anos. A companhia, contudo, não define a dimensão atual desse segmento no País.
“É inimaginável pensar em tendências como internet das coisas, em que empresas precisam conectar mais de 20 milhões de dispositivos, sem o open source”, acredita Gilson Magalhães, presidente da companhia no país.
A fabricante, que oferece tecnologias de código aberto, embasa sua projeção sinalizando que a TI tradicional de soluções fechadas não é capaz de atender às demandas crescentes do mundo digital.
“As inovações migraram de origem e agora são derivadas de novos esforços. São mais de 1 milhão de projetos espalhados em comunidades de open source pelo globo”, sinaliza o executivo.
Além disso, a provedora aponta que, atualmente, apenas 20% dos orçamentos de TI são voltados para inovação.
Boris Kuszka, líder de arquitetura de soluções da Red Hat, observa que tendências como internet das coisas e o conflito entre a computação corporativa e pessoal (Byod) têm criado um grande gap tecnológico nas empresas.
“A TI vive o dilema de seguir funcionando normalmente e diminuir esse gap”, observa o executivo, defendendo que as soluções de código aberto são uma maneira buscada pelas empresas para preencher essa lacuna.
Receita total subiu 13% ante o ano anterior, enquanto lucro líquido saltou 45%. Novo CEO destaca importância do aprendizado de máquina para futuro da companhia
O aprendizado de máquina já está classificando seus e-mails e traduzindo suas buscas por voz e agora ele terá um papel ainda maior nos serviços do Google daqui pra frente.
A companhia “mãe” do Google, a Alphabet, informou seus resultados do último trimestre nesta quinta-feira (22), com receita e lucro superiores em relação ao ano anterior. O novo CEO do Google, Sundar Pichai, defendeu o quão importante o aprendizado de máquina será para o Google no futuro.
“Aprendizado de máquina é o núcleo, o caminho transformador pelo qual estamos repensando tudo que estamos fazendo”, disse.
Ele destacou um ramo da inteligência artificial que está ganhando mais atenção nos últimos dias. Envolve usar algoritmos que conseguem “aprender” ao longo do tempo. Um exemplo comum é seu uso em e-mails, onde a tecnologia consegue descobrir ao “observar” o comportamento de usuários, diferenciando quais e-mails podem ser spam e aqueles que devem ser entregues com prioridade.
No Google, a tecnologia já tem sido aplicado para fins de busca por voz e tradução de idiomas. Segundo Pichai, a tecnologia tem progredido rapidamente, particularmente nos últimos dois anos.
“Nossos investimentos em aprendizado de máquina e inteligência artificial são prioridade para nós”, disse. Microsoft, IBM e Facebook estão investindo em áreas similares, e o aprendizado de máquina também está tomando conta de aplicativos para o mercado corporativo.
“Nós estamos aplicando em todos os nossos produtos, busca, anúncios, YouTube e Play”, disse Pichai.
Ele não deu exemplos, mas não é difícil imaginar onde a tecnologia pode acabar indo. O executivo mencionou o aprendizado de máquina no contexto para dispositivos móveis, por exemplo, onde a tecnologia conseguiria determinar se um usuário está no trabalho, em casa ou em seu carro, de uma forma que seus telefones consigam entregar informações de acordo com sua localização.
Essa quinta-feira foi a primeira vez que os resultados do Google foram reportados pela Alphabet, a holding que formou neste ano e qual o Google é só uma parte. Criar uma holding foi a forma que o Google encontrou de separar o núcleo de seu negócio – áreas como busca, publicidade e YouTube – de áreas que são apostas a longo prazo, caso dos carros autônomos.
No próximo trimestre, a Alphabet revelará os resultados financeiros para cada divisão. O objetivo é dar maior visibilidade a performance de cada núcleo do negócio. Para cada divisão, incluindo o Google, a Alphabet deverá revelar sua receita, lucro e gastos, disse a CFO Ruth Porat.
Os resultados no último trimestre foram em grande parte bons. A receita total do Google subiu 13% ante o ano anterior para US$ 18.7 bilhões, enquanto o lucro líquido saltou 45% para US$ 3,9 bilhões.
Muito do crescimento veio de buscas feitas em dispositivos móveis, disse Porat. No último trimestre, o número de buscas em dispositivos móveis superou o número referente a desktops pela primeira vez. Com a Índia tendo destaque no setor.
A receita do YouTube também cresceu a uma taxa significativa e a parte dos anúncios programáveis do Google – em tempo real, compra automática de anúncios – foi forte.
O braço Google for Work também cresceu a uma taxa significativa, indicou Porat. O Google Drive for Work superou o 1 milhão de assinantes no último trimestre pela primeira vez.
Por falar em serviços de nuvem do Google para a área corporativo, que compete com o Microsoft Azure e Amazon Web Services, Pichai disse que o Google está "investindo muito e atuando a longo prazo”.
Mas nem tudo foi positivo. Cliques pagos, o número de vezes que o Google fez dinheiro quando um usuário clicou em um anúncio – cresceu 23% em relação ao ano anterior, mas a quantidade de dinheiro que a companhia recebeu para cada clique caiu para 11%, continuando uma tendência de queda dos últimos trimestres.
Um grupo de motoristas do Uber nos Estados Undios planeja fazer greve neste final de semana. O motivo? Eles reclamam das taxas do polêmico aplicativo de transporte.
Intitulada “UBER Freedom”, uma organização fez um pedido para que motoristas do Uber de várias cidades americanas, como San Francisco, Los Angeles, Chicago e Houston, evitem usar o app nos próximos dias.
Até o fechamento da reportagem, 1.300 pessoas tinham confirmado presença no evento da iniciativa no Facebook. No entanto, não foi divulgado oficialmente o número de motoristas que vai aderir à greve.
As demandas dos motoristas incluem a adição de opção de gorjeta no aplicativo, um aumento na tarifa mínima para 7 dólares, um aumento na taxa de cancelamento para 7 dólares e um aumento de 60% em todas as tarifas da categoria Uber X, mais barata do que o Uber Black.
A relação do Uber com os motoristas já foi motivo de bastante polêmica. Por permitir que eles trabalhem quando quiserem, o Uber trata os motoristas como terceiros contratados, em vez de funcionários. Dessa forma, a empresa se livra da obrigação de fornecer benefícios como plano de saúde, entre outros.
No Brasil, onde o Uber diz ter mais de 5 mil motoristas, ainda não houve nenhuma manifestação neste sentido. A briga por aqui está mais focada na liberação ou não do aplicativo nas cidades em que está presente: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.
Um grupo de motoristas do Uber nos Estados Undios planeja fazer greve neste final de semana. O motivo? Eles reclamam das taxas do polêmico aplicativo de transporte.
Intitulada “UBER Freedom”, uma organização fez um pedido para que motoristas do Uber de várias cidades americanas, como San Francisco, Los Angeles, Chicago e Houston, evitem usar o app nos próximos dias.
Até o fechamento da reportagem, 1.300 pessoas tinham confirmado presença no evento da iniciativa no Facebook. No entanto, não foi divulgado oficialmente o número de motoristas que vai aderir à greve.
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No Brasil, onde o Uber diz ter mais de 5 mil motoristas, ainda não houve nenhuma manifestação neste sentido. A briga por aqui está mais focada na liberação ou não do aplicativo nas cidades em que está presente: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.










