Um novo celular com resolução de 4K - que permite ao usuário gravar vídeos em "ultra alta-definição" e assisti-los sem perda de qualidade - foi lançado pela multinacional japonesa Sony.
Foto: AP
O aparelho, batizado de Xperia Z5 Premium, também é dotado de um novo tipo de câmera - a primeira vez que este dispositivo foi completamente reformulado desde o lançamento do Z1, em 2013.
Embora a divisão de celulares da Sony venha registrando prejuízo, a de componentes de câmera continua a ser lucrativa.
Apple, Samsung, Xiaomi e Huawei estão entre as fabricantes de celulares concorrentes que têm usado a tecnologia de captura de foto da Sony em seus próprios aparelhos.
No entanto, a Sony disse que o sensor de 23 megapixels seria "exclusivo" de seus dispositivos.
Recentemente, a multinacional japonesa estimou em 60 bilhões de ienes (R$ 1,9 bilhão) o faturamento da divisão de celulares operando em prejuízo no atual ano fiscal.
Por outro lado, também previu que o braço de sensores de imagens - componente que faz parte de câmeras maiores - geraria o equivalente a R$ 18 bilhões em receita no mesmo período.
A Sony diz esperar que o braço de celulares volte a se tornar lucrativo em 2016. Em entrevista à BBC em março deste ano, entretanto, o CEO da empresa, Kazuo Hirai, afirmou que não havia "garantia" de que continuaria fabricando aparelhos nos próximos cinco anos se a divisão não sair do vermelho.
Bateria durável
O lançamento do novo celular foi realizado pela Sony durante a feira de tecnologia de Ifa, em Berlim, na Alemanha.
A companhia reconheceu que ainda há uma quantidade limitada de conteúdo profissional em 4K - o que proporciona quatro vezes o número de pixels do que um vídeo de alta definição de 1080 pixels.
Uma das maiores preocupações sobre as telas de alta definição, no entanto, diz respeito às baterias, que tendem a durar menos.
Segundo a Sony, por causa das novas funções, o novo celular poderia durar até dois dias antes de ser carregado novamente.
Um especialista ouvido pela reportagem da BBC, entretanto, desconfia da propaganda prometida pela multinacional japonesa. "Duvido muito que a bateria dure dois dias se você assistir a um filme em 4K neste dispositivo", afirmou Francisco Jeronimo, diretor de pesquisa da consultoria IDC.
Sony apresentou Xperia Z5 Premium em feira de tecnologia de Berlim
Foto: (PA)
Baixa luminosidade
A nova câmera da Sony também é dotada de um sistema de estabilização. Trata-se de uma espécie de sensor de posição que é usado para detectar pequenas distorções e compensá-las ao mover as lentes para cima e para baixo.
Como resultado, é possível gravar clipes de vídeo com maior qualidade.
O acréscimo de um novo dispositivo de câmera também aumenta a quantidade de luz que chega ao sensor, o que facilita o registro de imagens em ambientes de pouca luminosidade.
Além disso, a Sony adicionou mais pixels de "detecção de fase" no sensor. Eles são usados para agilizar o autofocos (AF) e agora cobrem o quadro completo em vez de apenas a área central.
O resultado é que o sensor pode reagir mais rapidamente à ação ocorrendo na iminência do registro.
A companhia diz que essas e outras melhorias permitem que a câmera seja capaz de recuperar o foco em apenas 0,03 segundos, o que faz dele "o mais rápido autofoco em um smartphone disponível no mercado".
Seguindo o estilo do Tinder, um novo aplicativo promete encontrar o par perfeito para um drinque no meio da tarde. No Snifter, usuários encontram perfis de outros internautas que também procuram uma companhia para beber e enviam um sniff para aqueles que se interessarem. As informações são do site The Daily Mash.
Foto: iStock
O britânico Tom Logan usou e aprovou a novidade. "Estava de folga outro dia e me deu vontade de beber no meio da tarde, mas todos os meus amigos estavam trabalhando. Então eu entrei no Snifter e achei um homem com interesses similares aos meus que estava em um bar perto de mim, e enviei um sniff. Vinte minutos depois estávamos nos embebedando juntos. Nada de romance ou amizade. Apenas dois sujeitos bebendo no meio do dia".
Para o criador do aplicativo, Stephen Malley, essa também é uma maneira de dividir as contas no bar. "Aqueles que apreciam vinho branco, por exemplo, podem sair juntos e dividir o valor das garrafas", argumentou. "Além disso, você pode adicionar um emoji de carinha triste nos bares que se recusam a servir pessoas que estão muito bêbadas para alertar os outros usuários".
Um novo site promete proporcionar aos usuários a "imortalidade digital" usando uma espécie de robô para analisar suas postagens. A ideia da página, chamada Eter9, é que esse robô passe a postar na internet por você após sua morte (sim, é a coisa mais estranha da qual nós ficamos sabendo hoje também).
Site promete usar inteligência artificial para alimentar perfil de usuário em rede social após sua morte
Foto: Kazuhiro Nogi/AFP/Getty Images)
Se sua atividade nas redes sociais consiste em falar sobre a cantora americana Taylor Swift e reclamar de empresas de transporte, isso significa que você pode passar a eternidade postando sobre esses assuntos.
Também poderá "sorrir" para postagens – algo similar ao botão curtir – para sempre.
A rede social tem uma página principal, que funciona como o feed de notícias do Facebook, e um "córtex", que atua de forma parecida à de seu perfil na rede social de Mark Zuckerberg.
Há ainda robôs chamados "Niners". Assim, é possível manter seus níveis de engajamento por meio de interações entre os "Niners" e seu "espelho virtual", sem a necessidade de acionar um humano sequer.
Além disso, você pode conhecer seu "espelho virtual" antes de morrer: o usuário controla o nível de atividade de seu robô enquanto vivo, dando a ele a chance de postar na rede enquanto seu "original" está off-line.
Desenvolvido pelo português Henrique Jorge, o site já tem mais de 5 mil pessoas inscritas, embora ainda funcione em uma versão beta.
Jorge disse à BBC Newsbeat que, diante da entrada de novos usuários todos os dias, já planeja deixar o sistema mais potente.
"Estamos tentando criar um sistema-robô que aprenderia mais rápido com outras redes, como o Facebook. No momento, a capacidade do Eter9 é bem pequena."
Novidade?
Foto: Divulgação / BBCBrasil.com
A ideia de criar um perfil de rede social que capta seu comportamento e continua a postar por você após a morte não é algo totalmente novo. A questão é que muitos sites que prometem vida eterna enfrentam, eles mesmos, problemas de mortalidade.
Uma página chamada Virtual Eternity (Eternidade Virtual), criada em 2010, permitia treinar seu "espelho virtual" com testes de personalidade e fazer upload de voz e fotos para ele ter sobre o que falar. Mas acabou fechado dois anos depois – apenas 10 mil pessoas haviam se inscrito.
Não pense, porém, que a ideia de usar a inteligência artificial nas redes sociais está longe da realidade.
O Facebook tem três laboratórios de inteligência artificial e, em junho passado, Mark Zuckerberg revelou que essas divisões têm a meta de criar sistemas "que são melhores que os humanos em relação aos nossos sentidos primários: ver, escutar etc".
A rede social já usa um software de reconhecimento facial que, segundo diz, acerta em 83% das vezes. E também anunciou ter um programa capaz de gerar imagens que humanos pensam ser reais em 40% dos momentos. Assustador, não?
Ideia fixa
Enquanto isso, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets, nos EUA) está tentando criar um software que proporcionaria aos usuários um outro tipo de imortalidade.
Chamado eterni.me, se descreve da seguinte forma: "coleto seus pensamentos, histórias e memórias, organizo tudo isso e crio um avatar inteligente que se parece com você".
Atualmente em fase de testes privados, esse programa já tem muito mais inscritos do que o esperado: 29 mil pessoas.
E rede social após a morte é um assunto que continua a nos preocupar, já que o Facebook agora permite ao usuário apontar um "herdeiro", ou seja, alguém que poderá administrar seu perfil após sua morte. Antes, eles apenas congelavam a conta.
Éssa é a história de como desenvolvi um programa para o Twitter para participar automaticamente de promoções e de como acabei ganhando, em média, quatro promoções por dia, todos os dias, durante nove meses."
Assim começa o relato de Hunter Scott, engenheiro formado pela Instituto de Tecnologia da Georgia (Georgia TEch), nos Estados Unidos.
O prêmio preferido de Scott foi um chapéu de cowboy autografado por atores de uma novela mexicana
Foto: Hunter Scott
Scott inventou um programa com a linguagem de programação Python para participar de todos os concursos no Twitter sem gastar seu tempo com retuites.
Nas redes sociais, é comum que empresas ofereçam prêmios aos usuários que retuitam alguma de suas postagens.
Scott queria saber se esses concursos eram confiáveis e se alguém realmente ganha os prêmios.
Objetivo
"Não sei se alguém tinha feito isso antes", diz em seu site.
"O que tinha certeza é que pessoas reais fazem o trabalho do meu programa manualmente, retuitando centenas de promoções durante horas."
O engenheiro explicou que o mais difícil foi conseguir que o Twitter não proibisse seu "robô" (bot, em inglês, diminutivo de robô: um programa que simula uma atividade humana).
A rede social tem limitações que evitam que o usuário possa tuitar com muita frequência, ou de forma muito agressiva.
Como essas limitações não são públicas, Scott teve que descobrir quais eram em um processo de tentativa e erro.
O Twitter também limita o número de pessoas que o usuário pode seguir se ele mesmo não tem muitos seguidores, o que foi um obstáculo para o projeto.
Scott, ou melhor, seu programa, conseguiu participar de 165 mil promoções em nove meses.
Dessas, ganhou cerca de mil.
E quais brindes ele conseguiu?
Grande parte consistia em logotipos e gráficos, ou seja, imagens para utilizar em jogos ou em seu perfil de YouTube.
Scott conta que outra grande parte foram entradas para eventos. Mas ele não foi à maioria deles - foram realizados muito longe de sua casa.
Ele também ganhou, entre outras coisas:
Uma camiseta com o nome de um guarda-costas da banda BackStreet Boys, que ele abriu mão porque não é fã do grupo
Uma lata de "desinfetante com fragrância" que ele nunca recebeu porque mora nos EUA e a empresa, que fica no Reino Unido, não fazia entregas em outros continentes
Ingressos para um espetáculo de drag queens em Kansas City
Uma entrada para uma conferência sobre "Riqueza Dinâmica" na África do Sul
Uma camiseta de uma rádio australiana
Mas ele se divertiu no processo de receber os prêmios.
"Receber coisas misteriosas no correio a cada dia foi muito divertido", disse.
Seu brinde favorito foi um chapéu de cowboy autografado pelos atores de uma novela mexicana da qual ele nunca havia ouvido falar.
O prêmio mais valioso foi uma viagem para a semana da moda de Nova York. Incluía uma limousine e US$ 500 para gastar com um acompanhante.
Mas ele não aproveitou o prêmio. "Não moro perto de Nova York" e também "não queria pagar os impostos associados" ao prêmio, diz.
Por isso, ele acabou não reclamando a maioria dos prêmios. Mas escreveu para as empresas pedindo que eles fossem entregues a outras pessoas que participaram da promoção.
Semlhante ao site "Nomes Brasil" - tirado do ar em maio deste ano pelo Ministério da Justiça -, o site "Tudo sobre Todos" tem causado polêmica e indignação em todo o País. Isso porque a página fornece informações pessoais de brasileiros, como CPF, endereço e nome de familiares, a qualquer um, o que é ilegal, segundo especialista.
Qualquer internauta que acesse o site "Tudo sobre Todos" tem acesso à data de nascimento, bairro, CEP e os nomes dos vizinhos de qualquer pessoa, apenas com o nome completo do indíduo pesquisado
Foto: Tudo sobre Todos / Divulgação
"Já está virando febre esse serviço, ou melhor, esse desserviço", afirma Gisele Arantes, especialista em direito digital e sócia do escritório de advocacia Assis e Mendes. Segundo ela, a existência do site é totalmente fora da lei e ofende a privacidade dos usuários da internet.
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Qualquer internauta que acesse o site "Tudo sobre Todos" tem acesso à data de nascimento, bairro, CEP e aos nomes dos vizinhos de qualquer pessoa, apenas com o nome completo do indivíduo pesquisado. É possível ainda comprar créditos para ter acesso ao CPF, endereço e nomes de parentes de qualquer pessoa.
"Para se criar qualquer tipo de cadastro que reúna informações sobre pessoas é preciso a autorização prévia das pessoas listadas", comenta Gisele. "Além disso, pedir dinheiro em um serviço ilegal é enriquecimento ilícito", afirma.
Em uma das páginas do site, o "Tudo sobre Todos" afirma que reúne apenas "informações públicas" das pessoas. Gisele argumenta que, nessa questão, está sendo confundido o termo "informações públicas" com "informações publicamente acessíveis".
Em uma busca rápida no site, a redação do Terra encontrou o registro não só de adultos, mas também de crianças
Foto: BBCBrasil.com
Segundo ela, o CPF, que é um número de identificação pessoal utilizado em diversos cadastros na internet, é uma informação pessoal que pode acabar sendo encontrada. Mas, como ele não é disponibilizado a qualquer um oficialmente no site da Receita Federal, ele não é uma informação pública.
Em uma busca rápida no site, a redação do Terra encontrou o registro não só de adultos, mas também de crianças. Tais informações nas mãos erradas deixam de ser invasão de privacidade e passam a ser perigosas para a segurança dos indivíduos.
E o pior é que os internautas estão de mãos atadas. Perguntada sobre o que pode ser feito por alguém que tem o nome registrado no site e quer retirá-lo, Gisele foi direta: "Infelizmente, nada".
"Primeiro porque uma pessoa só não pode promover nenhum tipo de ação jurídica para remover o site, porque ele está atingindo um direito coletivo. É necessária a ação do Ministério Público (MP)", explica.
"Esse é um problema do Marco Civil da internet", diz a especialista
Foto: Computador (Thinkstock)
Às pessoas físicas, há apenas a possibilidade de entrar com uma denúncia no MP para reforçar um pedido de ação contra a página. É possível enviar uma denúncia pelo e-mail: crime.internet@dpf.gov.br.
Como o site afirma estar hospedado fora do Brasil - em servidores franceses -, o MP terá que passar por um procedimento jurídico muito burocrático, caro e demorado, caso não consiga um acordo com o provedor. "É a carta rogatória ( instrumento jurídico de cooperação entre dois países) , que deve demorar cerca de dois anos para dar resultado", conta Gisele.
"Ainda que uma pessoa física queira resolver individualmente, ela teria que conseguir a tal carta rogatória, gastar uma fortuna com isso, tempo e só conseguiria tirar o próprio nome do site", explica.
"Esse é um problema do Marco Civil da internet. Esqueceu-se de criar um canal eficaz entre o Brasil e esse serviço lá fora. Tudo ainda é feito de forma burocrática", conclui a especialista, que acredita que o MP vai atuar na remoção do site, assim como foi feito com o "Nomes Brasil".










