Dados sobre demissões e redução de postos de trabalho estavam espalhados. Até agora. O governo norte-americano juntou os números e são assustadores
Imagine uma indústria qualquer encolher 60% seus empregos em 25 anos. Vai sumir, dirá você. Espero que não, porque estamos falando da indústria de jornais. Ou, pelo menos, estamos falando dos jornais nos Estados Unidos, que entre junho de 1990 e março de 2016 despencaram de 458 mil pessoas empregadas para 183 mil, uma redução brutal de 275 mil postos de trabalho, 11 mil demissões ao ano (!).
A indústria de periódicos (revistas) foi um pouco "melhorzinha": saiu de 150 mil empregos em dezembro de 1990 para 93 mil empregos em março de 2016. Queda de 38% em 25 anos, perda de 57 mil postos de trabalho. Cerca de 2,3 mil demissões por ano.
Até agora, esses dados estavam separados, espalhados por notícias eventuais publicadas em diferentes fontes de informação. O que mudou é que o Departamento de Estatísticas de Trabalho dos EUA (U.S. Bureau of Labor Statistics), juntou todos os dados sobre a indústria de mídia e publishing do país em um só grande (e apavorante) gráfico interativo.
O estudo do governo norte-americano mostra que, em contrapartida, houve aumento dos postos de trabalho na indústria de mídia online Os dados são bem animadores, mas o crescimento ainda não é suficiente para amparar a queda de empregos do outro lado. Segundo o estudo, nesse período os empregos digitais saltaram de 30 mil para 198 mil postos. Crescimento de 6,6 vezes em 25 anos, gerando 168 mil novos empregos. Falta achar vagas ainda para os 164 mil profissionais que ficaram de fora.
Esse é o fim da mídia, como a conhecíamos até agora, não vamos esquecer disso. A fuga da receita de publicidade e assinaturas em mídia tradicional causou um estrago inimaginável em uma indústria que foi arrogante o suficiente para não enxergar o que queriam seus leitores e para onde queriam ir. Bom para Google, Facebook e outros outlets online que se transformaram em empresas de mídia, captando com o paid search inicialmente (busca e links patrocinados) a receita que os jornais perderam com classificados (o primeiro muro a cair).
Mas é possível que a mudança positiva venha nos próximos anos. A mídia tradicional está mais "safa" e acha seus caminhos de monetização a partir das suas propriedades online que tendem a crescer e gerar receita com publicidade e com assinaturas. Pelo gráfico abaixo, você vê que a curva de queda da mídia tradicional se encontra com a curva ascendente da mídia online por volta de setembro de 2015. E percebe também que a curva de crescimento é bem acentuada, sinalizando aceleração.
O gráfico do ministério do trabalho dos EUA é muito detalhado e mapeia as quedas de todas as verticais desse setor afetadas pela internet e a mídia digital. Nada no entanto caiu tanto quanto jornais. Livros reduziram em 35% seus postos de trabalho, e o rádio teve queda de 27%.
Alguém cresceu? Sim, o mercado de produção de vídeos e filmes acelerou, decolando de 92 mil vagas em 1990 para 239 mil em março de 2016, um crescimento de 162%. O mercado de TV a cabo teve ligeiro crescimento, indo de 51 mil postos de trabalho em 1990 para 64 mil em março de 2016.
O crescimento do mercado de publishing online, somado com o crescimento de vídeo e filmes aponta que há um cenário melhor para os profissionais que perderam seus empregos nas redações dos jornais tradicionais nos Estados Unidos, embora a pergunta seja quanto mais ainda essa linha de queda dos newspapers vai continuar. O gráfico será atualizado constantemente, para satisfação da nossa curiosidade mórbida.
Falta agora mapear o Brasil...

Baseado na geolocalização de pessoas e pontos de interesse, o Findrix for Business permite a clusterização de perfis para criação de canais de comunicação mais eficazes
Seria bom se você pudesse entender a movimentação de seus consumidores no mundo, identificar ocasiões importantes para se comunicar com eles de forma eficiente e personalizada e também entender seus hábitos? É o que promete a tecnologia de geolocalização Findrix for Business, recém lançada pela MapLink, que cruza a localização de pessoas com mais de 50 milhões de pontos de interesse no mundo identificados pela plataforma.
A partir de um briefing pré-estabelecido, definindo os pontos de interesse a serem monitorados, o Findrix analisa a movimentação das pessoas para entender o comportamento de circulação do dia a dia. Esses dados são obtidos através de polígonos instalados pelas cidades e podem ser cruzados com a base de usuários que o contratante possui em seu aplicativo móvel.
Um banco, por exemplo, pode obter informações sobre quantas pessoas frequentam suas agências ou de seus concorrentes, e ainda, receber em tempo real a localização dos usuários de seu app. Esses dados podem transformar o relacionamento entre empresas e seus clientes, assim como otimizar os serviços oferecidos.
“Queremos ajudar as empresas a serem mais efetivas na comunicação com seus consumidores. Ao analisarmos seus movimentos, podemos oferecer momentos de interação mais coerentes e relevantes", diz Frederico Hohagen, Diretor Geral da Maplink. "Imagine que um banco poderá oferecer o desbloqueio para uso de cartão internacional ao descobrir que seu cliente acaba de chegar ao aeroporto, ou que um restaurante oferecerá um cupom de desconto para seu cliente que acaba de entrar no shopping. O mais importante é que as empresas poderão otimizar seus serviços em momentos oportunos e interessantes para os consumidores, o foco da nossa oferta é serviço e nao ser mais uma plataforma de publicidade”, completa o executivo.
Desenvolvido inicialmente para atender a necessidade do consumidor final, o Findrix era uma rede social de “mensageria”, que envia automaticamente mensagens de localização sem a necessidade de checkins. Com pouco mais de dez meses no mercado e uma base de 400mil usuários cadastrados, a Maplink resolveu incorporar e aprimorar a tecnologia para disponibilizar ao mercado mais uma solução inovadora de negócios para seus clientes.
Cerimônia de abertura deverá ser exclusiva a executivos e alguns clientes do programa de indicação Tesla
A Tesla Motors planeja para o dia 29 de julho, uma cerimônia de inauguração da sua fábrica gigantesca de baterias, a Gigafactory, instalada em Nevada (EUA). As informações são da Fortune.
Mesmo que já se encontre em operação parcial há alguns meses, a fábrica não foi "oficialmente" aberta. Segundo a Fortune, a abertura oficial da Gigafactory será exclusiva para alguns executivos e alguns poucos proprietários de veículos Tesla. Por enquanto, ao que tudo indica, nenhum veículo da imprensa foi convidado.
A companhia revelou a data em um e-mail enviado a clientes que ganharam ingressos para o evento por terem entrado no programa de indicação da Tesla. Ao aderir ao programa, proprietários de veículos Tesla ganham US$ 1.000 de bônus a cada nova indicação e novos compradores ganham US$ 1.000 de desconto na compra atual.
Na ocasião do lançamento do programa, em junho do ano passado, a Tesla havia anunciado que aqueles que o integrassem e indicassem cinco pessoas, seriam convidados para uma tour pela Gigafactory no momento da cerimônia de inauguração.
No entanto, vale ressaltar que apesar da fábrica já produzir baterias Powerpacks e Powerwalls, a Gigafactory só atingirá seu potencial completo em 2020, prazo que a companhia deu para a conclusão completa da planta.
Iniciativa reúne especialistas e interessados em discutir questões que têm desafiado a ciência. Encontro informal acontece simultaneamente em outros 11 países
Sete cidades brasileiras sediam, entre os dias 23 e 25 de maio, o “Pint of Science”, um festival internacional de divulgação científica descontraído cujo lema é "fazer um brinde à ciência".
A ideia é que durante três dias, pessoas possam se reunir com especialistas em bares, restaurantes e cafés para discutir desde inteligência artificial a ondas gravitacionais.
O "Pint of Science" surgiu em 2012, quando dois pesquisadores do Imperial College London, Michael Motskin e Praveen Paul, organizaram um evento em que pessoas acometidas por doenças foram convidadas a conhecer laboratórios. O resultado positivo da iniciativa fez com que os pesquisadores fizessem o caminho inverso: sair dos laboratórios e conversar com as pessoas.
A primeira edição da iniciativa chegou ao Brasil no ano passado, na cidade de São Carlos. Neste ano, o evento acontece, além de São Carlos, em mais seis cidades brasileiras: Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Dourados (MS), Ribeirão Preto (SP), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). O Brasil é o único país da América Latina a participar da iniciativa, que será realizada simultaneamente em mais 11 países.
Em cada uma das sete cidades brasileiras, um grupo de voluntários está trabalhando para organizar diversos bate-papos com pesquisadores. O desafio deles é levar à população o conhecimento sobre questões que têm desafiado os cientistas, possibilitar que as pessoas esclareçam suas dúvidas diretamente com quem faz ciência.
“Nesta época de obscurantismo e acesso fácil à desinformação, o Pint of Science surge como uma oportunidade de ser uma vela na escuridão, diminuindo o abismo entre os cientistas e a sociedade”, ressalta a coordenadora da iniciativa no Brasil, Natalia Pasternak. “O evento também cria a oportunidade de estabelecermos uma comunicação mais informal, descontraída e humana, a fim de que possamos, todos juntos, oferecer um brinde à ciência”, acrescenta.
O evento é gratuito e as pessoas só pagarão o que consumirem nos locais em que ocorrerá cada bate-papo. A programação completa e os locais que sediarão os bate-papos científicos podem ser acessados nolink .
Aparelhos foram modificados e decorados com diamantes, ouro e cristais Swarovski por artistas renomados como Jess Hannah e Tord Boontje.
A HP revelou nesta sexta-feira, 20/05, que vendeu dois modelos de luxo dos seus notebooks Spectre 13.3 por mais de 60 mil dólares (cerca de 210 mil reais). Sim, dois notebooks pelo preço de um apartamento.
Mas é óbvio que esses não são laptops comuns. Os dois em questão foram modificados e decorados com diamantes, ouro e cristais Swarovski por artistas renomados como Jess Hannah e Tord Boontje.
Foram feitos apenas dois desses notebooks customizados para serem leiloados para a Nelson Mandela Foundation no Festival de Cannes nesta semana.
A HP não detalhou por quanto vendeu cada unidade, nem quem as comprou, mas revelou que ambos foram vendidos por mais de 60 mil dólares.
A empresa também não revelou as especificações técnicas das máquinas.











