O crescimento urbano provoca o acúmulo de cada vez mais pessoas em grandes metrópoles, o que resulta em mais carros, maior gasto de energia elétrica, mais lixo, mais violência. A necessidade de uma gestão inteligente --e, claro, mais sustentável-- disso tudo acabou por criar o conceito chamado de cidade inteligente --"smart city", como chamam os especialistas.
Em 2050, mais de 2,5 bilhões de carros estarão nas ruas em todo o mundo, segundo a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Dada essa superlotação, o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) criou um dos projetos mais futuristas e concretos na área. Trata-se do Hiriko, um carro compacto e elétrico que permite colocar nas ruas sete vezes mais veículos que o padrão atual.
O Hiriko tem 40% do tamanho de um veículo normal e autonomia de bateria para andar 120 km. Com dois lugares, ele ainda pode ser dobrado para ser estacionado: três Hirikos ocupam uma vaga comum --já à venda na Europa, por € 12,5 mil (R$ 37 mil).
A cidade de Santander, na Espanha, é outro ícone. Instalou 12 mil sensores conectados à internet que transmitem para uma central de análise informações como níveis de poluição do ar, vagas livres para estacionar e quando as lixeiras estão cheias.
O projeto, que ao todo custou US$ 11 milhões, também possui sensores que permitem que as luzes da rua diminuam a de intensidade quando ninguém está passando.
Hoje, a IBM é a empresa que mais investe em inovação de cidades. O programa Smarter Cities Challenge destina US$ 50 milhões por ano para tornar 100 municípios mais conectados.
Em Estocolmo e na cidade sul-coreana Bucheon, a IBM tem um sistema de análise de dados de tráfego para prever engarrafamentos e alterar o tempo de semáforos quando necessário. A medida reduziu o trânsito em 10%.
Em Xangai, na China, uma das cidades mais populosas do mundo, a Intel tem um sistema avançado de monitoramento: câmeras em pontos estratégicos identificam atividades suspeitas, acionando a polícia automaticamente e até mesmo se um pedestre atravessa fora de faixa.
INTERNET DAS COISAS
A tendência chamada "internet das coisas", que visa conectar quase todos os objetos à rede mundial (desde a geladeira até o carro ou o relógio), é essencial para a criação de uma cidade inteligente. O objetivo é interligar tudo para simplificar a vida cotidiana.
As empresas que assumirem a dianteira nesse nicho podem lucrar US$ 613 bilhões neste ano, prevê a Cisco.
"A Intel já trabalha em uma arquitetura para sistematizar a internet das coisas", diz Fábio Tagnin, diretor de pesquisa aplicada da empresa. Segundo ele, será possível, em breve, que sensores na bomba de gasolina enviem um sinal para debitar o valor diretamente da conta do dono do veículo.
O diretor executivo da Linux Foundation, Jon "Maddog" Hall, apresentou uma central de mídia com hardware e software livre. O anúncio foi feito durante o 14º Fórum Internacional Software Livre, que ocorre nesta semana em Porto Alegre.
Chamado Smart Home System, o aparelho é instalado em uma TV e a transforma em uma central de mídia que exibe fotos, vídeos e músicas a partir de um pen drive, e oferece também acesso a aplicativos, como o YouTube.
O sistema é voltado para as pessoas idosas ou que não sabem lidar com computadores, "como nossos pais", de acordo com o diretor de 62 anos.
O hardware livre usado no Smart Home System é da Rashberry Pi.
O dispositivo, que lembra bastante o conceito da Apple TV, cria automaticamente as bibliotecas de mídia, dividindo os arquivos em pastas, categorias e gêneros.
Os arquivos ficam armazenados em um cartão micros de 8 Gbytes. O aparelho também se integra a smartphones para exibir fotos e vídeos na televisão.
O lançamento é parte do Projeto Cauã, que oferece ideias de como popularizar computadores com software livre.
Quem quiser se tornar parceiro na atual fase embrionária do projeto deve se inscrever no "[site da iniciativa]": http://www.projectcaua.org/.
O Smart Home System será vendido por R$ 499 para empreendedores.
"Você não sabe muito sobre fazer sobre seu próprio negócio. E isso não é fácil. O que você realmente gostaria é que vocês poderem trabalhar com software livre e ter um salário decente. E você quer ser o seu próprio chefe, porque quando você trabalha duro e quem enriquece são os acionistas", afirmou Maddog.
"Seu trabalho será encontrar pessoas para vender os produtos", disse o diretor, que acredita ser possível que empreendedores tenham um salário mensal de R$ 1.800 revendendo o produto e os serviços de instalação.
Após terminada a fase de teste, os empreendedores poderão vender seus produtos e serviços pelo site do Projeto Cauã ganhando um comissão de 10%.
O jornalista Lucas Agrela viajou a convite do Fórum Internacional Software Livre
Uma das principais fornecedoras da Apple, a Foxconn, apresentou na última quinta-feira (27) seu próprio relógio inteligente, durante um encontro com os acionistas, de acordo com o site Want China Times.
O relógio se conecta ao iPhone e exibe notificações de chamadas e publicações do Facebook. A empresa planeja também um recurso que permitirá reconhecer impressões digitais.
O aparelho tem tecnologia para monitorar batimentos cardíacos, respiração e outros sinais vitais, e mostrar dicas de como evitar eventuais problemas de saúde, baseando-se na análise das informações coletadas.
A Apple trabalha em um dispositivo semelhante que a imprensa internacional especula que será lançado ainda neste ano e rodará sistema iOS. No começo deste mês, a empresa pediu o registro de patente da marca "iWatch", como seria chamado o relógio inteligente.
Tentando se recuperar do fracasso da primeira versão, a Sony também anunciou nesta semana uma nova edição de seu relógio que roda sistema Android, o SmartWatch 2.
O Google desenvolve um videogame com sistema Android. Segundo o " Wall Street Journal", a empresa quer estender o domínio do sistema para novos dispositivos e começar a construir sua reputação como fabricante.
O novo produto visa combater futuros lançamentos da Apple, que, segundo especulação da mídia internacional, lançará um recurso que permite rodar jogos na próxima edição a Apple TV.
Grandes companhias de games lançam jogos para Android, como a Electronic Arts, Blizzard e a Gameloft.
O Google também tem observado o crescimento da Ouya, uma companhia iniciante que vende consoles com Android por US$ 99.
Segundo a consultoria IDC, 75% dos smartphones e 56% dos tablets vendidos mundialmente no primeiro trimestre deste ano rodavam sistema Android.
Segundo o jornal, a empresa também está investindo na produção de notebooks próprios, relógios inteligentes e até mesmo refrigeradores, em uma tentativa de levar o Android para outras categorias de produtos.
Além disso, a empresa estaria desenvolvendo uma segunda versão do player de música e vídeo Nexus Q, que teve as vendas canceladas por causa das críticas ao alto custo do aparelho, que era vendido por US$ 300 (R$ 656).
Os porta-vozes da Apple e do Google não quiseram comentar o caso.
Construído para ser um console portátil feito para jogadores hardcore, o Shield é poderoso para o tamanho e tem uma telinha sensível ao toque de cinco polegadas integrada ao controle. Site: shield.nvidia.com
O diretor de engenharia do Google, Ray Kurzweil, afirmou que o avanço da tecnologia nos próximos 20 anos nos permitirá viver para sempre.O diretor acredita que em breve será possível "reprogramar" células para se recuperarem de doenças e até mesmo gerar tecido humano em impressoras 3D.
"A expectativa de vida mil anos atrás era de 20 anos. Nos dobramos esse número em 200 anos. Esse processo vai entrar em alta velocidade nos próximos dez ou 20 anos, provavelmente em menos de 15 anos estaremos no ponto de inflexão em que iremos adicionar mais tempo de vida por causa do progresso científico", disse o diretor. "Iremos observar um tremendo avanço na medicina."
Kurzweil citou a ideia de usar impressoras 3D com células-tronco para criar tecido humano. Segundo ele, vendo a biologia como um software e reprogramando as células para tratar doenças, os humanos já fizeram grandes avanços na medicina.
"Já existem terapias fantásticas para curar problemas de coração, câncer e todo tipo de doença neurológica baseada na ideia da reprogramação de software", disse o diretor. "Essas tecnologias serão mil vezes mais potentes que eram dez anos atrás e um milhão de vezes mais em 20 anos."
As declarações de Kurzweil foram feitas durante a conferência Global Future 2045 World Congress, em Nova York, no último domingo (16), segundo a CNBC.
O chefe de engenharia do Google não é o único a esperar que a tecnologia, de alguma forma, traga a imortalidade para os seres humanos.
Na semana passada, o multimilionário russo Dmitry Itskov apresentou a chamada Iniciativa 2045, que prevê a produção em massa de avatares de baixo custo e aparência humana nos quais seria possível carregar o conteúdo de um cérebro humano, incluindo todos os detalhes específicos de consciência e de personalidade.










