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Notícias na Florêncio de Abreu

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É difícil contratar, diz cofundador do QuintoAndar

Após saltar de 350 para 1,1 mil funcionários em 2019, startup de imóveis quer reduzir ritmo de contratações e focar em tecnologia para deixar trabalho menos braçal

Uma empresa que contrata tanta gente que precisa mudar de sede três vezes num espaço de três anos. Parece ficção, mas é o que aconteceu com a startup de imóveis QuintoAndar. Só em 2019, a companhia avaliada em mais de US$ 1 bilhão saltou de 350 funcionários para 1,1 mil pessoas. O crescimento levou o grupo comandado por Gabriel Braga e André Penha a se mudar, em dezembro de 2019, para um câmpus de três prédios na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista - os espaços são administrados pela rede WeWork e ainda estão sendo finalizados para receber a startup.

"Espero que a gente fique bastante tempo aqui, é um escritório com a nossa cara", diz Penha, em entrevista exclusiva ao Estado. Ele mesmo se surpreende com o ritmo de contratação da empresa. "É assustador. É um desafio fazer com que tanta gente aprenda como a empresa funciona rapidamente", diz ele. "É difícil contratar, tem que ter uma margem de erro para nós e para a pessoa."

Na entrevista a seguir, Penha não fala só sobre o crescimento recente da startup, que chegou a 5 mil contratos de aluguel assinados por mês e R$ 28,9 bilhões em imóveis sob seu gerenciamento.

Também discorre sobre os planos para o futuro - segundo ele, 2020 é ano de buscar eficiência e explorar melhor as cidades em que a empresa já atua, além de expandir o negócio de intermediação da compra e venda de residências. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O QuintoAndar saltou de 350 pessoas para 1,1 mil funcionários em um ano, quase quadruplicando a empresa. Para quem vê de fora, é assustador…
Contratar muita gente é assustador. Fazemos um baita esforço em trazer pessoas e permitir que elas aprendam como funciona a empresa rapidamente. É um desafio enorme que nós estamos passando. E a proporção de novas pessoas precisa diminuir: não dá para ter 4 mil funcionários daqui a um ano, senão fica difícil gerenciar. É difícil para danar contratar gente: você entrevista várias pessoas para contratar uma, tem que ver se funciona. Há uma margem de erro para nós - e também para a pessoa. Por conta disso, precisamos investir mais em tecnologia em 2020, deixando processos mais eficientes. A ideia é que o trabalho seja menos braçal e mais inteligente.

Do ponto de vista do usuário, como isso será sentido?
A intenção é que as pessoas sintam o mínimo o possível. Automatização é boa mesmo quando é quase invisível. O que vai acabar acontecendo é que menos pessoas vão precisar entrar em contato conosco.

Quem precisar falar com a empresa, vai ser atendido em menos tempo.

O ano que acabou foi cheio de novidades para a empresa. Qual o balanço que o sr. faz sobre 2019?
Foi o nosso melhor ano na história. Fechamos com quase R$ 30 bilhões em imóveis gerenciados. Tem muito fundo de investimentos que não tem isso. Além disso, conseguimos gerar economias: se considerar o que nossos usuários não pagaram de seguro-fiança e o que os proprietários não pagaram de IPTU e condomínio com os imóveis vazios, dá R$ 940 milhões só no ano passado. É a consequência de uma economia mais eficiente. Fechamos mais de 5 mil contratos por mês no final do ano passado. Em janeiro, também já passamos essa marca. Costuma ser o nosso melhor mês.

A empresa acaba de se mudar para um campus de três torres na Vila Madalena, depois de trocar de sede três vezes entre 2016 e 2019. A pergunta é: até quando vocês vão caber aqui?
Quero que seja por alguns anos. Tem espaço sobrando, por enquanto. Uma das torres está reservada para o time de tecnologia e produto, que tem 350 pessoas. Dessas, 35 estão em Campinas. A capacidade total da torre é de 500 pessoas, então tem algumas cadeiras vagas. Além disso, é um escritório que nos dá orgulho, ele tem a nossa cara. É a nossa casa. Não tem nada supérfluo, não tem mesa de pingue-pongue, mas é agradável.

Do ponto de vista de tecnologia, quais serão as novidades para o negócio de aluguel de imóveis?
Estamos estudando novas funcionalidades e serviços adjacentes ao aluguel. Ainda estamos definindo, mas é possível que passemos a adiantar o aluguel para o proprietário de um ano inteiro, à vista - mediante uma taxa, claro. É como se fosse um recebível. Outra coisa que pretendemos fazer são pacotes de serviços para o inquilino. Será que conseguimos fazer o contrato de aluguel e também um serviço de internet? Estamos explorando parcerias. Não queremos empurrar nada para ninguém, mas queremos deixar a vida das pessoas mais fácil.

A ideia é reduzir o incômodo de se fazer uma mudança?
A gente quer que a mudança de casa seja algo sem sofrimento. É utópico, mas podemos reduzir o problema. Ainda há muita burocracia. Alugar é difícil, comprar também. Nossa meta é que as pessoas escolham onde querem morar. Que não deixem de se mudar para perto do trabalho ou para um lugar maior só porque dá trabalho. Que consigam morar onde querem, por um preço que podem pagar. Isso é o ideal.

Em 2019, o QuintoAndar anunciou o Originals, um programa que reforma os imóveis dos proprietários e também faz curadoria de residências em bom estado. Como está o projeto?
Ele é interessante porque melhora a qualidade dos apartamentos. O que descobrimos é que reformar poucos apartamentos é fácil. Reformar muitos apartamentos é difícil. Não estamos pisando no acelerador com o Originals, que segue funcionando só em São Paulo. Estamos fazendo testes, precisamos de mais estudos. Mas temos conseguido saber bem quais apartamentos merecem esse selo de qualidade, que alugam rápido, e podemos instruir os proprietários que queiram fazer suas reformas.

Outra novidade do ano passado foi a intermediação na compra e venda de imóveis. Quais são os planos para 2020?
É engraçado: quando começamos, percebemos que o aluguel era um problema maior que a compra de um imóvel. Ambos são burocráticos, mas uma pessoa aluga vários apartamentos na vida. Comprar, só um ou dois. Quisemos resolver um problema maior. No entanto, começaram a chegar muitos pedidos de venda para nós. Chegamos a ter 2 mil contatos por mês, feitos por proprietários que queriam que intermediássemos a venda de imóveis. É um volume significativo, enxergamos nele demanda reprimida. Estamos começando agora, já temos mil anúncios no ar, por enquanto em alguns bairros de São Paulo.

Tem sido interessante aprender, colher dados, gerar relatórios com a nossa equipe de ciência de dados. Isso é: de estatísticos. Data science (ciência de dados) é o nome chique de estatística.

O mercado de compra e venda de imóveis tem empresas tradicionais e também tem sido alvo de startups, como a Loft, que se tornou recentemente um unicórnio. Como o sr. vê a concorrência?
É um mercado gigante e dificilmente alguém vai dominar. Nós somos hoje o maior player de aluguéis da América Latina, mas estamos longe de dominar - pense em quanta gente aluga imóveis ainda do jeito analógico. O mercado de vendas tem menos transações, mas o volume dessas transações é muito maior. E a concorrência é supersaudável: vemos com bons olhos, gostamos de um mundo mais eficiente e digitalizado. Não é novidade que o setor imobiliário precisa ser digitalizado.

Em dois anos, o QuintoAndar saltou de Campinas e Grande São Paulo para 30 cidades. Haverá novos mercados em 2020?
Não planejamos expandir para novas áreas metropolitanas. Vamos ser mais intensos onde já estamos. Colocaremos mais time de operação e marketing e também vamos reforçar nossas parcerias com imobiliárias. Hoje, temos cerca de 30 parcerias com imobiliárias no Brasil. A gente compartilha a receita com eles, que atendem os proprietários no mundo offline. Nós pagamos o proprietário em dia e damos os mesmos benefícios ao inquilino, como não precisar de seguro fiança ou fiador. Hoje, já aprendemos a começar operação em novas cidades, mas não sabemos ainda como intensificar relações com parceiros. É um desafio diferente, até porque também pode ser aproveitado em qualquer lugar.

Lá fora, startups que receberam aportes do SoftBank enfrentaram problemas nas últimas semanas, com demissões e reestruturações. Como isso se refletiu aqui no QuintoAndar? Houve alguma pressão ou mudança?
Nós recebemos o aporte do SoftBank numa fase em que o mercado já estava mais cauteloso. É saudável. Nós começamos a startup em Campinas, sem dinheiro e sem salário - e isso ficou marcado em mim e no Gabriel. Nosso marketing é comportado, não saímos metralhando campanhas ou fazendo ultradescontos. Não alugamos dois apartamentos pelo preço de um, isso é jogar dinheiro fora. Em São Paulo, já operamos no azul. Em outras cidades, onde ainda estamos crescendo, não. Temos um carinho especial pela contabilidade e pelo fluxo de caixa. De forma geral, acredito que esse movimento de parar de distribuir dinheiro para dominar mercado é saudável. Não estamos queimando dinheiro que nem serviços de entrega de comida, que brigam para caramba e dão descontos para dominar rápido o mercado.

Até porque o negócio do QuintoAndar não está relacionado a compra por impulso ou por alta recorrência…
Sim. Talvez isso seja uma vantagem. Mas a questão é que é um momento de fazer contas. Não é só o caso do SoftBank. Eles foram mais afetados porque tinham uma metralhadora de investimentos que ninguém tinha, mas isso está acontecendo com todos os fundos. Eu tenho cabelo branco para lembrar da bolha da internet. Foi um susto enorme. Hoje, estamos longe disso: o susto veio antes de virar um dominó e isso é ótimo. E é algo cícloco: a economia é cíclica, o capital de risco também. Tem horas que é preciso esperar retorno acontecer. Sempre tivemos a escola de sermos frugais, nossos investidores cobraram essa disciplina desde sempre. É ruim para quem foi contratado e é demitido dois meses depois, mas é saudável para o mercado. É (a seleção natural de) Darwin.

(Fonte: Bruno Capelas - Estadão) - 29/01/2020
A empresa secreta que pode acabar com a privacidade como a conhecemos

A Clearview AI projetou um aplicativo de reconhecimento facial que usa um banco de dados de mais de três bilhões de imagens tiradas de Facebook, YouTube e milhões de outros sites
Kashmir Hill

Até recentemente, o grande sucesso de Hoan Ton-That era um aplicativo que permitia às pessoas pintarem seu cabelo no mesmo tom do cabelo do presidente Donald Trump nas suas fotos. Depois, a empresa fez algo marcante: inventou uma ferramenta que pode acabar com a capacidade das pessoas de caminhar por uma rua anonimamente, e a forneceu para centenas de agências de polícia.

Sua pequena companhia, Clearview AI, projetou um aplicativo de reconhecimento facial revolucionário. Você tira a foto de uma pessoa, carrega-a e pode ver fotos públicas dessa pessoa juntamente com links para locais onde as fotos apareceram.

O sistema, cuja espinha dorsal é um banco de dados de mais de três bilhões de imagens que a Clearview alega ter tirado do Facebook, YouTube, Venmo e milhões de outros sites - vai bem além de qualquer coisa até hoje criada pelo governo dos Estados Unidos ou pelas gigantes do Vale do Silício.

Agentes das polícias estadual e federal disseram que embora tivessem conhecimento limitado de como a Clearview trabalha e quem está por trás dela, utilizaram o seu aplicativo para conseguir resolver casos de furtos em lojas, roubos de identidade, fraudes com cartão de crédito, assassinatos e exploração sexual infantil.

Até agora, o uso de tecnologia que identifique rapidamente uma pessoa com base no seu rosto era tabu, considerado uma invasão radical da privacidade.

Mas sem um escrutínio público, mais de 600 agências de polícia começaram a usar o aplicativo da Clearview no ano passado. O código para uso do aplicativo, analisado pelo The New York Times, inclui linguagem de programação para ser visto com óculos de realidade virtual com lentes aumentadas; os usuários conseguem potencialmente identificar cada pessoa que veem.

A Clearview também licenciou o aplicativo para várias empresas para fins de segurança.

"As possibilidades desse aplicativo são infinitas", disse Eric Goldman, codiretor do High Tech Law Institute, na Universidade de Santa Clara. "Imagine um oficial de polícia desonesto que deseja vasculhar a vida de potenciais "alvos românticos", ou um governo estrangeiro usando o aplicativo para desvendar segredos de pessoas para chantageá-las ou colocá-las na prisão.

A própria Clearview se mantém em segredo, evitando debates sobre sua tecnologia inovadora. Quando comecei a examinar de perto a empresa, em novembro, seu website era uma página vazia mostrando um endereço inexistente em Manhattan como seu local de atividade. O único funcionário da companhia listado no LinkedIn, um gerente de vendas chamado "John Good" na verdade era Ton-That usando um nome

falso. Durante um mês, pessoas associadas à companhia não retornaram meus e-mails ou telefonemas.

Mas, ao mesmo tempo, que a empresa estava me evitando, ela também estava me monitorando. A meu pedido, alguns membros da polícia inspecionaram o aplicativo para encontrar alguma foto minha. Logo receberam telefonemas da Clearview perguntando se eles estavam falando com a imprensa, sinal de que a companhia tem capacidade e, neste caso, desejo de monitorar as pessoas que a polícia está procurando.

A tecnologia de reconhecimento facial sempre despertou polêmica. O aplicativo da Clearview implica um risco extra porque a polícia está transferindo fotos sensíveis para os servidores de uma empresa cujos recursos para proteger seus dados não estão comprovados.

A companhia finalmente passou a responder às minhas perguntas, dizendo que seu silêncio, até então, era normal no caso de uma startup iniciante em um modo cauteloso. Ton-That admitiu ter criado um protótipo para uso com óculos de realidade aumentada, mas que a empresa não tinha planos para lançá-lo no mercado. E disse também que minha foto os deixou alarmados porque o aplicativo "sinaliza possíveis comportamentos de busca anômalos" com o fim de impedir os usuários de realizar o que entende como "buscas inadequadas".

A Clearview foi fundada por Ton-That e Richard Schwartz - que foi assessor de Rudy Giuliani quando este era prefeito de Nova York - e apoiada financeiramente pelo investidor de risco Peter Thiel, que também investiu no Facebook e Palantir.

Outro investidor é uma pequena empresa chamada Kirenaga Partners. Seu fundador, David Scalzo, descartou preocupações sobre o fato de a Clearview possibilitar buscas na internet pelo rosto, dizendo que é uma ferramenta valiosa para a resolução de crimes.

"Cheguei à conclusão de que, como a informação aumenta constantemente, ela nunca vai ser privada. As leis têm de determinar o que é legal, mas você não pode proibir a tecnologia".

Viciado na Inteligência Artificial
Ton-That, 31 anos, chegou ao Vale do Silício, vindo da distante Austrália, onde nasceu. Em 2007, ele desistiu da faculdade e foi para San Francisco. O iPhone tinha acabado de ser lançado e seu objetivo era entrar o mais cedo possível no que achava que seria um mercado vibrante para os aplicativos de rede social.

Em 2015, ele criou o Trump Hair, que inseria o penteado característico de Donald Trump na cabeça de uma pessoa, numa foto, e um programa de compartilhamento de imagens. O projeto não avançou e ele se mudou para Nova York em 2016. Lá começou a ler estudos acadêmicos sobre inteligência artificial, reconhecimento de imagem e aprendizado de máquina.

Schartz e Ton-That se encontraram em 2016 num lançamento de livro no Manhattan Institute. Schwartz, hoje com 61 anos de idade, havia feito um importante trabalho para Giuliani nos anos 1990, um dispositivo de arquivo rotativo para armazenamento de informações. Os dois decidiram então criar dispositivos de reconhecimento facial - Ton-That criaria o aplicativo e Schwartz usaria seus contatos para fomentar o interesse comercial.

Os departamentos de polícia tinham acesso a ferramentas de reconhecimento facial há quase 20 anos, mas estavam limitados à busca de imagens fornecidas pelo governo, como fotos de prontuários policiais ou de carteiras de habilitação.

Ton-That queria ir além disso. Em 2016, recrutou uma dupla de engenheiros. Um ajudou a desenhar um programa que coleta automaticamente imagens de rostos de pessoas de toda a internet, como sites de emprego e redes sociais.

O outro engenheiro foi contratado para aperfeiçoar um algoritmo de reconhecimento facial derivado dos estudos acadêmicos. Resultado: um sistema que usa o que Ton-That descreveu como "uma rede neural de última geração" para converter todas as imagens em fórmulas matemáticas, ou vetores, baseadas na geometria facial - como a distância dos dois olhos de uma pessoa.

A Clearview criou um enorme catálogo com todas as fotos com vetores similares separados por seções. Quando um usuário baixa uma foto de um rosto no sistema da Clearview, ele converte o rosto num vetor e então exibe todas as fotos armazenadas na seção daquele vetor -juntamente com links para os sites dos quais as fotos se originaram.

A empresa continua pequena, tendo levantado US$ 7 milhões de investidores, de acordo com Pitchbook, site que monitora investimentos em startups.

Viralizando junto à polícia
Em fevereiro, a polícia do estado de Indiana recorreu à Clearview e solucionou um caso em 20 minutos usando seu aplicativo. Uma briga entre dois homens num parque acabou quando um atirou no outro.

Um pessoa filmou o crime no seu celular, e assim a polícia tinha uma foto do rosto do atirador para pesquisar a imagem no aplicativo da Clearview.

Imediatamente, o homem apareceu em um vídeo que alguém havia postado nas redes sociais e seu nome incluso na legenda. "Ele não tinha carta de habilitação para dirigir e nunca foi preso, portanto não constava dos bancos de dados do governo", disse o chefe de polícia de Indiana na época.

O homem foi preso e condenado. Cohen disse que provavelmente ele não teria sido identificado sem o aplicativo. A polícia de Indiana foi o primeiro cliente pagante da Clearview, segundo a empresa.

A técnica de venda mais eficaz da companhia foi oferecer testes grátis por 30 dias do aplicativo.

A Polícia Federal, incluindo o FBI e o Departamento de Segurança Interna estão experimentando o aplicativo, como também as autoridades policiais canadenses.

Ton-That disse que a ferramenta nem sempre funciona. Muitas das fotos do seu banco de dados são tiradas a nível dos olhos. Grande parte do material que a polícia carregou é de câmeras de segurança montadas em tetos ou no alto de paredes. Apesar disto, o índice de correspondências do aplicativo é de até 75%.

Uma razão do atrativo da empresa é que seu serviço é único. Isso porque o Facebook e outros sites de redes sociais proíbem as pessoas de usarem imagens dos usuários. Clearview está infringindo os termos de serviço dos sites.

Algumas autoridades da polícia dizem não ter percebido que as fotos estavam sendo enviadas e armazenadas nos servidores da companhia. E a Clearview tenta se prevenir de preocupações, enviando um documento FAQ aos possíveis clientes, em que afirma que seu serviço de apoio ao cliente não examina fotos que a polícia carrega. E a companhia contratou Paul Clement que foi procurador geral à época do presidente George W. Bush, para dissipar as preocupações sobre a legalidade do aplicativo.

Em um memorando de agosto que a Clearview forneceu a clientes em potencial, incluindo o Departamento de Polícia de Atlanta e o gabinete do Condado de Pinellas, na Flórida, Clement disse que as agências policiais "não violam a Constituição federal ou as leis biométricas e de privacidade estatais relevantes ao usar o Clearview com essa finalidade."

Paul Clement, hoje sócio na Kirkland & Ellis, escreveu que as autoridades não precisam dizer aos réus que eles foram identificados via Clearview, desde que não seja a única base para obter um mandado de detenção.

O memorando parece ter tido efeito: a polícia de Atlanta e a delegacia do condado de Pinellas logo começaram a usar o aplicativo. Para Woodrow Hartzog, professor de direito e ciência da computação na Northeastern University, em Boston, a Clearview é a última prova de que o reconhecimento facial deve ser proibido nos Estados Unidos.

"Nós sempre confiamos nos esforços do setor para se autopoliciar e não adotar tecnologias tão perigosas, mas agora essas barreiras estão sendo rompidas porque há muito dinheiro envolvido. "Não vejo nenhum futuro quando aproveitamos os benefícios da tecnologia de reconhecimento facial sem afastar o abuso danoso da vigilância que isso envolve. A única maneira de dar um basta a isto é proibir o
seu uso".

(Fonte: TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO) - 20/01/2020
CHINA VAI LANÇAR 40 FOGUETES AO ESPAÇO NESTE ANO

País asiático vai lançar dois satélites geoestacionários para serviço próprio de geolocalização concorrente ao GPS, artefatos LEO para banda larga comercial e testar foguete com partes reutilizáveis

A China promete bater seu recorde de 2019 e lançar ainda mais missões espaciais neste ano. O país avisou que vai colocar nada menos que 60 naves, sondas ou satélites em 2020, a partir do lançamento de 40 foguetes.

As três principais missões serão a colocação em órbita de mais dois satélites geoestacionários BeiDou, que serão acrescentados à já existente constelação que provê serviço de geolocalização concorrente ao GPS (norte-americano), Galileo (europeu) e Glonass (russo).

Conforme a agência chinesa de notícias Xinhua, os lançamentos também preveem o lançamento de ao menos um satélite geoestacionário para comunicação, satélites de baixa órbita para fornecimento de banda larga em locais remotos, sensoriamento e broadcasting. Mas tais lançamentos não foram detalhados.

O país asiático ainda vai enviar a sonda Chang’e-5 para a Lua, com a missão de trazer amostrar do satélite natural à Terra, e uma sonda rumo a Marte. Serão colocados em uso três novos veículos de transporte, os foguetes Long March-5B, Long March-7A e Long March-8. O primeiro terá a função de enviar satélites de baixa órbita ao espaço. Conterá a cápsula central e capsulas de pesquisa para construção de uma estação espacial chinesa, que se inicia portanto neste ano.

O Long March-7A levará cargas médias de alta órbita, enquanto o Long March-8 será usado no transporte de grandes cargas para órbitas heliossíncronas para fins comerciais e deverá ter partes reutilizáveis, a exemplo do americano Falcon 9, criado pela SpaceX, do magnata Elon Musk.

Os chineses já começaram o ano com lançamentos. No dia 15, enviaram ao espaço três satélites para o sensoriamento remoto óptico da Terra, com finalidade comercial. Além de fotografar pontos do planeta com proximidade inferior a um metro, o equipamento é capaz de armazenar dados e transmiti-los em alta velocidade. O mesmo foguete carregou três satélites argentinos, também dedicados à observação terrestre. (Com agências internacionais)

(Fonte: Da Redação) - 20/01/2020
CES 2020: O que esperar da maior feira de tecnologia do mundo

Edição deste ano começa no dia 7 de janeiro para o público, mas tem novidades desde o final de semana; Apple retorna para a feira depois de 28 anos

É ano novo e um dos eventos mais esperadas pelos fãs de eletrônicos está logo à espreita. A Consumer Electronics Show (CES) acontece de 7 a 10 de janeiro, em Las Vegas (EUA), e aponta tendências em várias áreas tecnológicas, de dispositivos vestíveis a TVs, passando por carros autônomos e outras engenhocas inacreditáveis.

Aberta ao público a partir de segunda, 7, a feira começa para valer no dia 5, quando veículos de comunicação de todo o mundo - inclusive o Estado - já estarão de olho nas novidades e lançamentos programados para a edição deste ano. São esperadas cerca de 170 mil pessoas durante os quatro dias de evento, além de mais de 4 mil expositores, que incluem marcas como Samsung, LG, Microsoft, Qualcomm, Sony, Intel, e entre outras. Este ano, porém, a feira terá um participante especial: após 28 anos de ausência, a Apple estará presente para um debate sobre privacidade.

Entre as principais atrações da feira, alguns assuntos devem ser recorrentes, como a conexão 5G. Neste ano, o debate deve abordar não apenas a velocidade da conexão, mas a compatibilidade de aparelhos com a tecnologia. 2020 é o ano em que o 5G deve ir de fato para as ruas de algumas cidades do mundo, o que não inclui o Brasil, já que o leilão das frequências deve ficar para 2021. Mesmo assim, fabricantes de smartphones, computadores e vestíveis já estão incrementando o suporte à tecnologia nos dispositivos.

Os assistentes virtuais - já um clássico das edições recentes da CES - também devem estar bastante presente nos dias de evento. Google e Amazon, principalmente, tem travado uma batalha quando o assunto é a integração da tecnologia em ambiente doméstico, com seus modelos comandados por voz. No ano passado, o Google dedicou uma casa temática com direito a playground para demonstrar o investimento na divulgação do serviço.

A vinda da Apple para a feira se concentra neste departamento. A empresa trabalha em seu HomeKit, com acessórios para automação doméstica e entra no mercado com os outros assistentes. Apesar da competitividade pelo serviço mais forte, as três marcas trabalham juntas para desenvolver um padrão de inteligência que integre de forma mais eficaz os dispositivos que funcionam em plataformas

diferentes. Porém, não foi divulgado se alguma apresentação do tipo será realizada na CES.

Não é possível falar de CES sem falar de TVs: elas são protagonistas do evento. No ano passado, foi possível ver avanços como a tecnologia 8K e dispositivos dobráveis, e neste ano isso deve estar ainda mais em evidência.

A LG, em antecipação à feira, já anunciou uma nova versão da sua TV enrolável, com tela Oled e 48 polegadas. Em vez de sair de uma caixa, como a versão do ano passado, o aparelho seguirá o modelo de tela de projeção, descendo do teto quando acionada.

Outros modelos com a mesma ideia também devem estar presentes incorporando resolução 8K - a evolução do 4K, com 7.680 x 4.320 pixels, a maior qualidade de imagem que se pode ter em relação à definição de imagens atualmente.

Desde o ano passado, embora os conteúdos neste formato não tenham expandido consideravelmente, a tendência do aumento da resolução das telas é uma realidade nos lançamentos e, se - como grande parte do que é lançado na CES - não são 100% aplicáveis no momento, são uma boa amostra do que nos espera em um futuro próximo.

Uma das tendências que pode ser reforçada na CES é a de fones de ouvido sem fio. O dispositivo é um grande sucesso em diversas marcas e a área acaba de conhecer o novo AirPods Pro, lançamento da Apple - empresa que domina o mercado de vestíveis no mundo. A tentativa de se equiparar ao produto da maçã e oferecer opções mais acessíveis pode ser determinante para os modelos que deverão desfilar em Las Vegas.

*É estagiária sob a supervisão do repórter Bruno Romani

(Fonte: Bruna Arimathea*) - 05/01/2020
Previsões MeioBit: Pai Cardoso diz como será o mundo em 2020

2020 vem aí, mas o que o futuro nos reserva? Neste post de despedida mostramos como 2020 será horrível e distópico, e ao mesmo tempo, um mundo melhor.

Nessa época do ano todo site ou programa de TV de reputação duvidosa publica artigos com previsões de pais de santo, videntes, cartomantes, ciganas, etc, que são tratadas como se tivessem sido achadas escritas em pedra no alto de uma montanha, mas no ano seguinte NENHUM desses veículos compara o profetizado com o ocorrido. Bem, como gostamos de cliques vamos fazer o mesmo, mas completamente diferente!

Usando meus avançados conhecimentos de Radioastrologia, Tarô Quãntico e Rumpologia, consegui visualizar o que por muito tempo esperamos que seria 2020, então sem mais enrolações, vamos ver o que nos aguarda no futuro próximo:

1 - Ciência e Tecnologia

2020 será excelente para a oceanografia, teremos um laboratório submarino com 250 homens, mulheres e crianças desenvolvendo pesquisas, explorando a mais misteriosa fronteira e preparando a humanidade para colonizar os oceanos, infelizmente em 2021 o lugar vai ficar meio zoado.

Em terra, ótimas notícias, apesar da profunda depressão econômica, a fome mundial será coisa do passado, cientistas desenvolverão um novo alimento -dizem- feito com algas, chamado de Soylente Verde, saboroso e nutritivo.

2 - Entretenimento

O Ano de 2020 verá o lançamento do XBox 720, nova plataforma de games da Microsoft, no campo dos esportes reais, a luta-livre de robôs ganhará bastante popularidade, funcionando para distrair o cidadão comum, fazendo-o esquecer por alguns momentos de problemas sérios que assolam o planeta, como...

Problemas sérios que assolam o planeta

Uma anomalia espacial detectada no fundo do oceano abrirá um portal para que a Terra seja invadida por Kaijus, monstros gigantescos de outra dimensão. Todos os países na costa do Pacífico estarão vulneráveis, e só sobreviveremos graças à coragem de nobres guerreiros e seus mechas igualmente gigantes, mas essa não é a única provação que passaremos em 2020.

Enquanto o Pacífico linda com os Kaijus, a Europa terá que se virar para contem uma invasão alienígena que começou em Berlin em 2015 mas agora virou uma guerra total. Os aliens têm sangue corrosivo, armas avançadas e uma estranha percepção de tempo, mas um soldado em especial irá nos salvar, com suas habilidades incrivelmente poderosas, quase como se ele tivesse treinado por anos e anos.

Na Política

A Inglaterra cairá vítima do fascismo, um governo autoritário cerceará liberdades civis, perseguirá minorias, com direito a campos de concentração, censura, o pacote completo. A resposta virá na forma de terrorismo e anarquismo, com figuras do alto escalão do governo sendo assassinadas, monumentos destruídos e manifestações nas ruas. É incerto o resultado dessas manifestações, e sombrio o futuro da Europa.

Calma que Piora
Acha pouco isso tudo para 2020? Segundo minhas previsões em 2020 teremos uma praga de... dragões.

Isos mesmo, além de aliens, kaijus, fascistas, anarquistas ainda teremos que enfrentar DRAGÕES, e sem nem umas cinco caipirinhas pra criar coragem. Tá bom pra você esse 2020?

Felizmente esse é o 2020 da ficção, mas será que o 2020 vai ser muito diferente?

VAI, e quem diz isso são os dados. O Our World In Data compila informações de centenas de fontes confiáveis, e mostra que apesar do que dizem os alarmistas, apesar do que os telejornais tentam vender, o mundo nunca esteve tão pacífico, e nunca foi tão próspero. E o melhor, essa prosperidade se estende a todas as camadas da sociedade.

Mortalidade infantil está caindo no mundo todo, incluindo na África, expectativa de vida aumentando, a quantidade de pessoas vivendo em extrema pobreza nunca foi tão pequena. Seja lá o que estamos fazendo, o ideal é continuarmos, está dando certo.

O mundo é perfeito? Claro que não, mas o mundo está a cada dia se tornando um lugar melhor, pra todo mundo, a não ser que você seja uma criança birrenta que quer uma solução mágica que deixe tudo uma maravilha com um estalar dos dedos. Dica: Não funciona, não existe e todo mundo que tentou, só conseguiu piorar as estatísticas de sua região.

A vida é dura, a vida é difícil, mas com trabalho, esforço e dedicação, a vida melhora, a vida é bonita. Só é preciso correr atrás, pois como o filósofo BJ Thomas costumava dizer, você não vai parar a chuva reclamando dela.

Portanto, esqueça os dragões e os Kaijus, muito foco e dedicação, e um excelente 2020 para todo mundo!

Referências:
Soylent Green (eu sei o filme se passa em 2022 mas no título nacional era "no mundo de 2020"
Real Steel
Edge of Tomorrow
Reign of Fire

(Fonte: Carlos Cardoso ) - 05/01/2020
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Sobre o Portal da Florêncio de Abreu

O Portal da Florêncio de Abreu foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Florêncio de Abreu no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de ferramentas e ferragens.