O estudante inglês Sam Gardiner se passou por jornalista esportivo e após divulgar supostas trocas de mensagens com jogadores profissionais e treinadores ganhou cerca de 20 mil seguidores no Twitter, segundo informações publicadas pelo site do jornal Financial Times. O jovem, 16 anos, entrou no Twitter como uma jornalista loira com a intenção de conquistar mais de 50 mil seguidores. Na sequência, fingiu ser um ex-olheiro de futebol que se tornou repórter e começou a fazer sucesso ao postar rumores de transferências de jogadores e falsas estatísticas de jogos, segundo o FT.
Contudo, em 2012, alguns jornalistas alertaram que o perfil era falso. Em resposta, o jovem criou um novo perfil afirmando ser escritor no Daily Telegraph e no Financial Times. Ele novamente resolveu criar especulações de transferências e alcançou sucesso quando o técnico Roberto Di Matteo foi demitido do Chelsea. Isso porque Gardiner colocou uma mensagem em seu perfil, no dia anterior à demissão, afirmando que tinha informações de algumas fontes que asseguravam que o italiano perderia o emprego. O sucesso foi tanto que ele começou a ser seguido por alguns jogadores de futebol, como Gran Holt, do Wigan.
A fraude só foi descoberta após Gardiner plantar a notícia de que o Liverpool estaria contratando o egípcio Mohamed Salah junto ao Basel por 9 milhões de euros. A notícia fez muito sucesso e chegou a ser manchete de jornais egípcios, segundo o FT. Contudo, a fraude foi descoberta por um repórter do The Telegraph, que denunciou o jovem. Após perder a conta que possuía no Twitter, Gardiner agora quer ser jornalista de verdade e teria afirmado ao FT que irá estudar para isso.
Quando Mark Zuckerberg criou o Facebook enquanto estudava em Harvard provavelmente nunca pensou na terceira idade como o principal nicho de mercado de sua plataforma, mas, quase uma década depois, o futuro desta rede social depende cada vez mais de sua aceitação entre os idosos.
Em 2013, os maiores de 65 anos foram o grupo demográfico que mais cresceu na maioria das redes sociais nos Estados Unidos, incluindo Facebook e Twitter, um aumento que contrasta com uma leve diminuição no número de usuários mais jovens, segundo um levantamento do Centro de Pesquisas Pew divulgada recentemente.
Dessa forma, os jovens já não só compartilham o espaço virtual com seus pais e tios, mas também com seus avôs.
A pesquisa revela que, embora o Facebook continue reinando entre as redes, seu alcance é tão grande que começa a tocar o teto. Além disso, um crescente número de usuários já divide seu tempo entre várias redes sociais: são os sinais do desgaste que sua liderança implica.
Segundo o Pew, 71% dos internautas americanos têm um perfil no Facebook, o que representa 4% a mais do que no final de 2012, mas este aumento se deve unicamente aos maiores de 30 anos e, sobretudo, a sua expansão entre os maiores de 65 anos.
A porcentagem de usuários maiores de 65 anos na rede criada por Zuckerberg nos Estados Unidos cresceu 10% no último ano e já alcança 45% dos que navegam pela internet com essa idade.
O aumento contrasta com a diminuição de 2% (86% em 2012 para 84% em 2013) nos usuários entre 18 e 29 anos, os que levaram esta aplicação a se transformar no destino favorito na internet de centenas de milhões de pessoas no mundo todo, após começar como uma página dirigida a estudantes de Harvard.
Embora os jovens ainda sejam, de longe, os principais usuários das redes sociais, os números não mentem: o potencial de crescimento é muito maior na terceira idade.
"A demografia das audiências das redes sociais pode mudar ao longo do tempo e, como em qualquer negócio, as redes que mudam com elas prosperarão", afirmou à agência Efe Tammy Gordon, vice-presidente da Associação Americana de Aposentados.
"As redes ficam mais desenvolvidas quando incluem gerações múltiplas e certamente faz sentido incluí-las a partir um ponto de vista comercial", disse Tammy.
Thomas Kamber, diretor e fundador do OATS (serviços de tecnologia para idosos, na sigla em inglês), se queixou à Efe que as empresas do setor só pensam nas pessoas jovens e é difícil convencê-las do contrário.
"É uma pena, porque os mais velhos são os que provam a qualidade de seus produtos. Se funciona para os idosos, funciona para todo o mundo", afirmou Kamber.
Tammy destacou que a terceira idade utiliza smartphones e tablets, joga videogames e compra pela internet, igual às pessoas mais jovens. Além disso, recorre às redes sociais para manter contato com parentes e amigos.
O interesse crescente pelas modernas tecnologias pelas pessoas mais velhas se deu "nos últimos dois ou três anos", segundo Kamber, que há dez anos fundou uma organização sem fins lucrativos que oferece aulas de informática para aposentados em Nova York.
"Quando começamos, nossos cursos eram centrados no funcionamento básico da internet e do e-mail, mas agora nossos alunos pedem para aprender a mexer no Facebook e em smartphones", contou.
Para Kamber, este fenômeno pode ser atribuído ao fato de que os idosos dispõem hoje de suficientes noções de informática e têm muita vontade de se manter ativos.
"Eles querem se envolver no mundo. A tecnologia é uma forma de conseguir isso. Estão pedindo mais participação na sociedade digital. Além disso, há três anos quase nenhum aposentado sabia utilizar um computador, agora sim. E estar no Facebook é o passo seguinte", finalizou o diretor da OATS.
Nos tempos de Facebook, quando parecia que tudo já tinha sido visto, as tecnologias continuam criando novas situações e, por isso, não é tão estranho que um neto dê um "curti" na foto de perfil de seu avô.
O Google Glass ganhou um novo aplicativo que irá alertar o motorista quando ele estiver muito cansado. De acordo com o Google, o sistema DriveSafe for Glass utiliza sensores infravermelhos colocados no vidro que irão notificar o condutor com uma mensagem audível caso o equipamento perceba sinais de sono.
Ao constatar o cansaço, o sensor emite um alerta no qual aconselha o motorista a parar na área de descanso mais próxima, indicada pelo próprio aplicativo.
Apesar de garantir a eficácia do aplicativo, o Google destaca que ele não impedirá que o motorista durma enquanto dirige e aconselha o condutor a “estar bem descansado e confortável antes de dirigir, além de manter os olhos na estrada”.
Animação em câmera lenta é feita com Google GlassClique no link para iniciar o vídeo
O Google Glass permite que os usuários tirem fotos com apenas uma piscada, gravem vídeos, naveguem por redes sociais, pesquisem na internet e ainda realizem chamadas telefônicas com o aparelho.
Um estudo realizado pelo Facebook e publicado nesta quarta-feira (8) mostra que os memes –mensagens que se espalham em larga escala pela internet– sofrem processos de evolução e adaptação semelhantes aos genes.
Partindo de um post liberal, em favor da lei que universaliza o acesso à saúde nos EUA (também conhecida como "Obamacare"), os pesquisadores concluíram que, apesar de às vezes repetirmos uma ideia inicial exata, nós frequentemente alteramos os memes, "seja por acidente ou para embelezá-los ou para melhorá-los".
Segundo o estudo, em setembro de 2009, 470 mil usuários do Facebook replicaram a publicação original sobre o Obamacare, sem fazer quaisquer mudanças no texto. Só que os cientistas da rede social detectaram 121.605 variações diferentes dela, que aparecem em 1,14 milhão de atualizações de status.
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Imagem mostra a "linhagem" de mutações gerada pelo meme do "Obamacare"
O meme original ("Ninguém deveria morrer por não poder pagar por assistência médica, e ninguém deveria ir à falência por ficar doente. Se você concorda, publique isso como seu status pelo resto do dia", em tradução livre) sofreu mutações que substituíam "pelo resto do dia" por "pelas próximas 24 horas" ou adicionavam o nome de alguém do início ("Maria acha que ninguém deveria...").
Ficou claro também que os memes se adaptam para atender a determinados nichos, grupos na rede social. Usuários mais conservadores do Facebook, que eram contra o Obamacare, por exemplo, reproduziram variações que menosprezavam a lei: "Ninguém deveria morrer porque o governo está envolvido com assistência médica".
Já os fãs da saga "Star Wars" preferiram algo mais engraçado, tendendo mais para o lado liberal, de acordo com a pesquisa: "Ninguém deveria ser congelado em carbonita por não poder pagar Jabba, o Hutt".
Segundo o Facebook, o estudo foi realizado com dados anônimos e se limitou a analisar as atualizações de status que continham apenas texto.
O termo "meme" foi cunhado pelo biólogo Richard Dawkins, em 1976, em analogia aos genes, para descrever a maneira como ideias ou mensagens são replicadas e evoluem.
A Panasonic começará a fabricar neste ano uma armadura robótica, se tornando a primeira empresa a produzir o produto em série, confirmou nesta sexta-feira (10) à Efe um porta-voz da empresa.
A armadura, chamada PowerLoader Light, é basicamente um exoesqueleto de movimento assistido que multiplica a força da pessoa que a utiliza e permite levantar e carregar objetos pesados.
Desenvolvida pela Activelink, a subsidiária de robótica de Panasonic, terá um volume de produção de cerca de mil unidades por ano e estará provavelmente disponível a partir de 2015 a um preço em torno dos 500 mil ienes (cerca de R$ 11,4 mil), detalhou o porta-voz da empresa com sede em Osaka.
O dispositivo foi planejado principalmente para atividades industriais e de construção ou para retirada de escombros em caso, por exemplo, de desastre natural, por isso não se descarta estabelecer um serviço de aluguel através de empresas terceirizadas.
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O exoesqueleto PowerLoader Light, que será produzido em massa pela Panasonic
O traje é um motor alimentado com uma grande bateria de lítio com duração em torno de duas a três horas.
As funções de pegar e soltar são feitas manualmente através de empunhaduras, enquanto o deslocamento é ativado com o movimento das pernas.
O primeiro modelo do PowerLoader Light permitirá se deslocar a uma velocidade de 8 km/h e contará com uma potência de carga de 10 quilos, enquanto também se planeja um modelo com uma resistência de 30 kg.
Até agora, muitas empresas e institutos tecnológicos desenvolveram armaduras robóticas de movimento assistido, mas nenhuma havia optado pela produção em série, devido aos altíssimos custos.










