Orgulho nacional que vai além dos craques do futebol e grandes personalidades. Dez jovens empreendedores prometem colocar o Brasil na vanguarda da tecnologia. Entre mais de 240 candidaturas de alto nível avaliadas por juízes de prestígio internacional, eles venceram a primeira edição do prêmio Inovadores com menos de 35 anos Brasil, da revista Technology Review, do Instituto de Tecnologia de Massachussetts.
A partir de hoje, você vai conhecer alguns deles aqui no Olhar Digital. O primeiro da nossa lista é o doutor David Schlesinger, de 34 anos. Ele foi indicado como um dos grandes inovadores brasileiros pelo desenvolvimento de um software que melhora muito a acurácia de diagnósticos de doenças genéticas raras.
O serviço sequencia o genoma completo de pessoas com doenças genéticas raras para, em seguida, extrair cerca de 100 gigabytes de informação desse sequenciamento do DNA. Osoftware – apelidado carinhosamente de Abracadabra – processa esses dados na nuvem e analisa tudo minuciosamente para criar uma lista de mutações genéticas encontradas. Para ter uma ideia da complexidade do processo, o genoma humano completo tem entre três e quatro milhões de mutações que o médico precisa avaliar para fazer um diagnóstico da doença.
"É um algoritmo que interpreta um monte de dados diferentes sobre cada mutação e diz para o médico se ela é patogênica, ou seja, causa doenças, ou benigna. Com isso a gente consegue restringir uma lista de três milhões para cerca de 20 mutações. A partir daí o médico pode olhar e determinar qual a causa da doença do paciente. Há alguns anos isso era impossível", explica David Schlesinger, CEO do laboratório Mendelics.
Há mais de cinco mil doenças genéticas raras já descritas na medicina. São casos de epilepsias graves, insuficiências cardíacas, doenças de pele, doenças neurológicas e outros milhares de casos. Até então, os genes eram estudados um a um, à procura de mutações que causassem qualquer doença. A taxa de sucesso ficava em torno de 10%. Já a análise do genoma por sequenciamento do exoma é a mais recente revolução da genética e eleva a taxa de sucesso no diagnóstico para mais de 60% Todos os genes são investigados com um único exame.
Se antes os pacientes com doenças genéticas raras viviam uma verdadeira odisseia diagnóstica, fazendo dezenas de exames procurando a causa, a solução deste grande inovador brasileiro trouxe um exame muito mais eficiente e com resultados mais rápidos. "Conseguimos em poucas semanas oferecer um resultado conclusivo para muitos desses pacientes", conta Schlesinger.
Tão interessante quanto a possibilidade de descobrir a mutação genética causadora da doença com apenas um exame é prever doenças e tratá-las antes mesmo que elas se desenvolvam. "Algumas predisposições a câncer, por exemplo, conseguimos prever melhor", explica.
Nos últimos 20 anos, o avanço tecnológico no diagnóstico por imagens – com ultrassons, tomografias e ressonâncias super modernas e de alta definição – mudou a medicina. O sequenciamento genômico promete ser a próxima revolução. E, desta vez, o Brasil sai na frente.
Na próxima semana você vai conhecer uma brasileira ganhadora do prêmio do MIT. Vale lembrar que alguns ganhadores de edições passadas são reconhecidos mundialmente e todos têm desenvolvido projetos revolucionários que estão transformando o mundo que conhecemos. Mark Zuckerberg, do Facebook, e Max Levchin, do Paypal, são apenas alguns deles. Quem será o nosso compatriota?
Os consumidores brasileiros estão mais propensos a trocar de operadora de celular na comparação com clientes de outros países, segundo estudo divulgado nesta sexta-feira (23) pela fabricante de aparelhos Nokia.
Segundo a pesquisa que abordou 12 mil usuários de 11 países, 67% dos consumidores brasileiros mudaram de operadora nos últimos cinco anos, e 48% mostraram-se dispostos a mudar nos próximos 12 meses. No mundo, essa taxa é inferior a 40%. Em países como Rússia e Estados Unidos, é de cerca de 27%, apontou o levantamento.
De acordo com Fernando Carvalho, diretor de estratégia e desenvolvimento de negócios da Nokia para a América Latina, a percepção de qualidade é fator determinante para a decisão de trocar de operadora.
"Isso acontece ao mesmo tempo em que o cliente vai ficando mais sofisticado", disse. "O cliente brasileiro vai se aproximando do comportamento de clientes europeus ou norte-americanos."
A pesquisa apontou que o percentual de usuários constantes de dispositivos móveis, os chamados "heavy users", subiu de 57% no Brasil em 2012 para 64% em 2013, patamar semelhante a de países desenvolvidos como a Inglaterra, onde o percentual está em 66%.
São considerados heavy users consumidores que utilizam pelo menos dois dos seguintes serviços uma vez por semana em um dispositivo móvel: videochamada, mensagens instantâneas e chat, navegação na Internet, download ou upload de arquivos, jogos online, pagamento móvel, TV móvel, serviços baseados em localização, GPS e ou aplicativos de realidade aumentada.
A qualidade é principal fator de retenção para 41% dos consumidores, contra 29% em países considerados maduros em telefonia móvel (Espanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Coreia do Norte). A categoria preço e cobrança foi apontada como mais importante para 33% dos usuários no Brasil.
"Desde a privatização as operadoras no Brasil estão em uma batalha por usuários. Então, a batalha por qualidade é nova. E usuários agora estão dispostos a pagar mais por isso, o que até então não tínhamos visto", disse Carvalho.
Segundo o executivo, é mais fácil para as operadoras disputarem usuários no quesito preço, já que para ter mais qualidade são necessários investimentos maiores em rede, que levam anos para serem concluídos.
"As operadoras no Brasil investem (em redes) no mesmo patamar das operadoras no exterior, de 17% a 19% da receita de serviços", declarou Carvalho. "Mas o desafio é que crescemos mais rápido em usuários nos últimos anos, e talvez tenhamos uma dificuldade maior de lançar sites (antenas) do que outros países."
Woburn, Massachusetts – Desde que leis do governo começaram a eliminar gradualmente a lâmpada comum, em 2012, a visita ao corredor de lâmpadas (que antes era bem simples) tornou-se um exercício de navegação por uma gama de escolhas e terminologias, especialmente para novos tipos de fluorescentes compactas e LEDs.
Agora, essas escolhas deverão se tornar ainda mais complicadas. Duas startups estão prontas para começar a vender lâmpadas que usam tecnologias inteiramente diferentes – uma emprestada da indústria pesada e outra das antigas televisões – e atendem aos novos padrões energéticos.
Resta saber se elas conseguirão conquistar clientes que permanecem teimosamente presos a lâmpadas incandescentes. Mas o fato de as duas terem chegado até aqui é uma indicação de como o mercado de iluminação continua incerto, apesar de anos de promoção para as novas opções mais econômicas.
"Tentar substituir a incandescente será bastante difícil", declarou Mark Rea, diretor do Lighting Research Center no Rensselaer Polytechnic Institute. "As pessoas detestam mudanças de qualquer tipo. Hoje produzimos fontes de luz melhores do que a incandescente em qualquer medida, com os benefícios que você espera da iluminação. Mas as coisas não funcionam assim".
Velhas lâmpadas ainda são as mais populares
De fato, as lâmpadas incandescentes – sejam estoques restantes em lojas ou modelos de halogênio que obedecem às novas leis, em efeito desde janeiro – vendem muito mais do que os outros tipos em grandes lojas como Home Depot e Lowes, segundo executivos da indústria.
No último trimestre de 2013, de acordo com estatísticas da National Electrical Manufacturers Association, as lâmpadas incandescentes formaram 65 por cento das vendas de fabricantes, com o restante consistindo basicamente de fluorescentes compactas.
Mesmo com autoridades, fabricantes e varejistas focando seus esforços em aprimorar e comercializar a tecnologia LED, pesquisadores e empresários vêm buscando outras ideias, convencidos de que nenhuma das opções no mercado oferece qualidade e preço como a luz comum. As lâmpadas de LED, por exemplo, oferecem uma qualidade de luz considerada igual ou melhor do que as lâmpadas tradicionais, mas seu preço – muitas vezes US$10 por lâmpada, após começar pelo dobro desse valor há alguns anos – assusta os consumidores.
"Como espécie, nós evoluímos sob a luz do sol durante o dia e a luz incandescente durante a noite, na forma de fogueiras, velas, lamparinas a óleo e finalmente a lâmpada incandescente", afirmou Konstantinos Papamichael, co-diretor do California Lighting Technology Center na Universidade da Califórnia, em Davis. "Será difícil as pessoas mudarem animadamente para novas tecnologias sem obter algo similar ao que já possuem".
Finally pode ser novo rival do LED
Num pequeno laboratório de demonstrações em Boston, um artista que trabalha com vidro, usando óculos escuros, sopra tubos especialmente projetados, um minúsculo componente de uma nova lâmpada que irá se chamar Finally (finalmente, em inglês) quando chegar às lojas. A alguns metros dali, um cientista examina gráficos multicoloridos representando o espectro de cores emitido pela lâmpada. E num canto, dezenas das lâmpadas brilham de ponta cabeça, parte do controle de qualidade interno da empresa.
Tudo faz parte da jornada de John Goscha, que já possui uma startup de sucesso, para desenvolver uma lâmpada melhor. Goscha, de 30 anos, abriu uma empresa de tacos de golfe personalizados quando ainda estava no colegial e fundou a IdeaPaint, que permite que a maioria das superfícies funcione como lousa, enquanto estudava na Babson College.
Mas a IdeaPaint cresceu, e há cerca de três anos ele estava louco para fazer algo novo.
"Tirei uns dois meses e tentei simplesmente abrir minha janela, olhar para fora e dizer Ei, o que está acontecendo no mundo?" contou ele.
Naquela época, um amigo mencionou o processo de eliminação das lâmpadas incandescentes, do qual ele não tinha conhecimento. Infeliz como consumidor com as fluorescentes compactas e LEDs, ele decidiu buscar a criação de uma alternativa.
"Eu pensei, Não quero essas duas opções, e certamente existem outras pessoas que também não querem", explicou ele.
Procurando pela solução, ele começou a frequentar conferências e encontros e pediu conselhos a Victor Roberts, ex-engenheiro da General Electric que acabou se juntando à equipe. Num longo voo até Hong Kong, os dois conversaram sobre indução, uma tecnologia que possui uma série de aplicações, incluindo motores elétricos em eletrodomésticos e guindastes de construção civil, por ser de longa duração. Mas ela ainda não havia sido amplamente adaptada para uso doméstico em iluminação, pois era difícil e caro fazer os ajustes necessários para se obter luz forte e onidirecional dentro de uma lâmpada comum.
Mas com o advento de transistores menores e outros avanços, a empresa, que contratou engenheiros de fabricantes estabelecidos como Osram, Sylvania e Philips, encolheu o aparato a uma antena de 7,6 centímetros envolta em fios de cobre. Isso cria um campo magnético dentro da lâmpada que estimula o mercúrio a produzir luz ultravioleta, que por sua vez cria luz visível quando interage com um revestimento especial de fósforo no vidro.
O resultado, a ser fabricado na Índia, já possui quase todas as aprovações regulatórias. A lâmpada pode ser descartada em aterros sanitários (apesar de seu conteúdo de mercúrio) porque a quantidade do metal é minúscula e em estado sólido, e não líquido. Ela também recebeu aprovação da Federal Communications Commission porque a antena é tecnicamente um receptor de rádio, mesmo que fraco.
Goscha pretende vender a lâmpada por US$8, tornando-a competitiva frente a alguns dos LEDs mais baratos do mercado.
No entanto, mesmo tendo mostrado promessa suficiente para atrair cerca de US$19 milhões de investidores, incluindo alguns dos professores de Goscha na Babson e interesse de grandes varejistas, seu sucesso ainda não está garantido.
Vu1 tenta voltar ao mercado
Veja por exemplo a Vu1, lâmpada que deveria ter chegado ao mercado há mais de três anos. Ela ficou disponível por algum tempo no site da Lowes, mas teve problemas de produção e foi retirada. Com novas operações de fabricação na China em vez da República Tcheca, afirmou William B. Smith, o presidente da empresa, apenas agora eles estão prontos para começar a distribuir.
"Tudo isso é um ódio auto-infligido", disse Smith, brincando sobre os percalços da empresa – que incluíram a perda do apoio de Wall Street após o descumprimento de muitos prazos. "Quando você move uma tecnologia de um país a outro, as coisas nunca saem conforme o planejado".
Smith disse estar basicamente financiando a empresa sozinho, enquanto luta para melhorar de situação.
A Vu1, que será disponibilizada primeiro para uso em luminárias embutidas, usa uma tecnologia como dos tubos de raios catódicos em televisores, "uma tecnologia revolucionária na década de 1940", explicou Smith, onde elétrons atingem um coquetel de fósforo sobre o vidro e o fazem brilhar.
Mas a longa jornada até as lojas mostra como pode ser difícil criar uma nova lâmpada, e como a promessa das novas tecnologias pode ser enganosa.
Pesquisadores, vendo um mercado amplamente aberto, estão trabalhando em ainda mais tecnologias, incluindo plasma e as chamadas LEDs orgânicas, que espalham luz por uma superfície flexível.
"Daqui a vinte anos, vamos entrar numa sala e lâmpadas OLED estarão cobrindo todo o teto, escurecendo automaticamente e conseguindo descobrir o seu estado de espírito, e será incrível", disse Smith. "Obrigado, capitão Kirk. Mas ainda não chegamos lá".
O Chrome é conhecido por ser um navegador leve, rápido e sem firulas. A interface simples foi um dos motivos que levou ao rápido sucesso do browser, que surgiu em 2008 e já conquistou seu lugar ao lado de rivais mais antigos, como Internet Explorer e Firefox.
Outro destaque do navegador são as extensões, programinhas simples que rodam dentro do navegador e agilizam tarefas cotidianas. A seguir, o iG mostra dez extensões úteis para o Chrome. Para instalar as extensões, basta clicar no link de cada tópico para acessar a loja de extensões e baixar o programa.
A Social Fixer permite mudar uma série de configurações do Facebook. É possível, por exemplo, mudar a cor de fundo das páginas, esconder as fotos principais de perfil (cover photos) e mudar o alinhamento dos textos, entre outras funções.
O Social Fixer tem ainda funções mais avançadas, como filtros para impedir que posts com determinada palavra apareçam em sua linha do tempo.
StayFocusd
Com redes sociais, YouTube e outras distrações a apenas um clique de distância, um dos maiores desafios enfrentados por quem navega na web é manter a produtividade. A Stayfocusd é uma extensão que ajuda nesse desafio. Ela restringe o tempo que o usuário pode gastar em redes sociais e outras distrações. Quando o tempo se esgota, o site fica inacessível e só pode ser visto novamente no dia seguinte.
YouTube Options
A YouTube Options permite personalizar diversos aspectos do YouTube. É possível, por exemplo, esconder comentários, escurecer a página e mudar o tamanho e resolução dos vídeos exibidos no serviço.
Pocket
Popular aplicativo para guardar páginas favoritas, o Pocket tem uma extensão muito útil para Chrome. Basta clicar no ícone da extensão para salvar a páginas no serviço e ler seu conteúdo depois no celular ou tablet.
Verificador de mensagens do Google
A extensão Verificador de mensagens do Google tem uma função simples, mas muito útil. Ela mostra um ícone com o número de e-mails não lidos no Gmail. Assim, você pode acompanhar sua caixa postal do Gmail enquanto navega por outros sites.
PanicButton
Já precisou fechar o browser rapidamente no trabalho para evitar bronca do chefe? A extensão PanicButton foi criada para essas situações. Ela permite fechar rapidamente todas as abas do Chrome. As abas fechadas são salvas em uma pasta e podem ser reabertas facilmente. A extensão também pode ser ativada pela tecla F4.
Turn off the Lights
A Turn off the Lights é uma extensão é muito útil para quem vêm muitos vídeos na web. Como o nome indica, ela "apaga as luzes" da página em que o vídeo está, deixando-a mais escura. Assim a experiência de ver o vídeo fica mais agradável.
Any.do
O popular serviço de agenda Any.DO tem uma extensão para Chrome. Ela permite criar lembretes e gerar compromissos de agenda rapidamente a partir de e-mails do Gmail, entre outras funções.
Send to Kindle
Essa extensão é útil para quem tem um leitor de livros digitais Kindle ou usa o aplicativo Kindle em seu tablet ou smartphone. Basta clicar no ícone da Send to Kindle para enviar a página aberta no momento para o leitor digital e para os aplicativos do Kindle. Assim, fica fácil guardar uma página web para leitura posterior.
Screen Capture
Extensão útil principalmente para designers e outros profissionais que trabalham com a web, a Screen Capture facilita a captura de telas no Chrome. Se a página tiver barra de rolagem, a extensão captura as partes da página e monta uma imagem final com todas elas.
Nesta semana, a Motorola anunciou a chegada do Moto X Bambu ao Brasil. De acordo com a fabricante, é o primeiro smartphone do mercado com acabamento natural. A edição é limitada e já está disponível nos quiosques e na loja oficial da Motorola por preços a partir de R$ 1.499.
O Moto X Bambu chega para incrementar a linha que hoje está disponível nas cores branca, preta, azul e violeta. O Moto X é o modelo top de linha feito pela Motorola durante a gestão do Google. Recentemente, a Motorola foi vendida para a Lenovo por US$ 2,9 bilhões.
Com controle de voz aprimorado e rodando Android, o aparelho traz funções bastante inteligentes. Em um estudo feito SquareTrade, empresa americana que oferece seguros para dispositivos móveis, o Moto X superou o iPhone 5S, o iPhone 5C e Galaxy S4 em um teste de durabilidade.










