A loja de eletrônicos Best Buy revelou sem querer o preço do novo smartwatch da Motorola, o Moto 360. Segundo o blog Droid Life, o site da rede americana listou o modelo por US$ 249 (cerca de R$ 563), mas logo retirou a página do ar.
É esperado que a Motorola lance o seu relógio inteligente no dia 4 de setembro, quando vai realizar um evento para a imprensa em Chicago, nos Estados Unidos.
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O Moto 360 é o primeiro smartwatch com Android Wear, sistema operacional do Google para gagdets vestíveis, a ter o design redondo. Na página da Best Buy, foram listadas as especificações do modelo, que incluem um tela touch screen de LCD de 1.5 polegada com resolução de 320 x 290 pixels e tecnologia da Corning Gorilla Glass 3 - que promete mais resistência a riscos e quebra -, memória RAM de 512 MB, processador da Texas Instruments, e aço inoxidável e plástico como materiais.
Foto: Reprodução/Droid Life
Também foram descritos no site a conexão Bluetooth 4.0, alerta vibratório, monitor de batimentos cardíacos, pedômetro, e é à prova d’água por até 30 minutos.
Ao comprar uma televisão, uma das principais características que o consumidor observa é a resolução da tela – número de pontos que formam as imagens. É ela um dos principais indicadores da qualidade da imagem exibida. Diante disso, diversos fabricantes estão investindo cada vez mais em TVs com resolução Ultra HD, ou 4K.
Diferentemente dos aparelhos com resolução Full HD, que possuem 1.920 x 1.080 pixels, as TVs 4K apresentam 3.840 x 2.160 pixels, quase quatro vezes o Full HD. “Nós percebemos a diferença entre as resoluções em televisores grandes”, explica Marcelo Parada, professor de Engenharia Elétrica do Centro Universitário da FEI. “Todas as TVs Full HD, independentemente do tamanho da tela, terão o mesmo número de pontos. Então, quanto maior o tamanho da televisão, maior será o tamanho dos pontos e mais perceptíveis. Por isso surgiu a resolução 4K, para essas telas grandes, para que o ponto diminuísse.”
Porém, a falta de transmissão para este tipo de resolução e os altos preços assustam os consumidores. Entenda se vale a pena ou não investir no Ultra HD.
Qualidade na imagem
Para as TVs de tela grande, a principal vantagem é reduzir o tamanho do ponto para dar uma sensação de imagem real do olho humano. A quantidade de pixels na tela é tão grande que fica difícil notar qualquer imperfeição na imagem.
Outro ponto positivo do 4K é a distância que o usuário precisa estar da televisão. “Em telas muito grandes, como 85 polegadas, por exemplo, o ponto do Full HD já começa a ser percebido se o usuário estiver próximo do aparelho”, comenta Parada. No caso do Ultra HD, mesmo que o espectador estiver perto da TV, ele não notará os pontos.
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Nas TVs 4K, não importa a distância que o usuário esteja da televisão
Foto: iStock
A oferta de conteúdo no 4K ainda é limitada. Durante a Copa do Mundo foram realizados os primeiros testes no Brasil nessa resolução, mas as imagens não foram transmitidas para as residências. Por outro lado, a Netflix, por exemplo, já possui conteúdo 4K por meio de streaming, inclusive no Brasil.
“Estão sendo criados novos sistemas de transmissão para TV a cabo e satélite que vão possibilitar a transmissão de conteúdo 4K”, explica Parada. Alguns fabricantes de receptores para operadoras de TV já possuem tecnologias que suportam o 4K. “Porém, ainda não há previsão de começar a venda”, completa.
Se existe expectativa para a chegada do 4K nas TVs a cabo e a satélite, o mesmo não acontece para a transmissão terrestre – canais abertos transmitidos pelo ar. “Para isso ainda não existe previsão nem no Brasil, nem no mundo”, comenta o professor da FEI.
Embora o Ultra HD seja uma ótima opção para quem vai comprar uma TV gigante, o usuário nem sempre conseguirá aproveitar no momento o máximo da resolução. Caso o preço diminua, o ideal é investir nos televisores para aproveitar bem essa tecnologia nos próximos anos.
Captura de imagens
Além dos televisores, as câmeras e filmadoras também se adaptaram para a nova tecnologia. Porém o professor alerta: “se você tem uma câmera 4K e vai reproduzir essa imagem em uma TV Full HD, por exemplo, você não vai ver diferença nenhuma”. O ideal é filmar na resolução igual àquela da reprodução do conteúdo.
Futuro
A onda das grandes resoluções não pretende parar no 4K. No Japão, já são testados televisores 8K, também conhecidos como 4320p. “Nas transmissões via internet, como é o caso do Netflix, a TV 8K é viável, pois na internet você não tem problema de espaço, conseguindo transmitir vídeos com resoluções maiores”, diz Parada.
O Facebook estaria trabalhando para criar seu aplicativo de saúde. Assim como já fizeram Apple e Google, a rede social está preparando um sistema para analisar o quão saudável os usuários são.
De acordo com a agência de notícias Reuters, três pessoas familiares com o novo projeto confirmaram a nova aplicação, mas não quiseram se identificar.
As fontes explicam que o Facebook está criando na rede “comunidades de apoio” que conectaria os usuários que sofrem de várias doenças. Uma pequena equipe está considerando uma nova forma de “cuidados preventivos” que ajudaria as pessoas por meio de uma aplicação a melhorar seus estilos de vida.
Fontes explicam que o Facebook está criando na rede comunidades de apoio que conectaria os usuários que sofrem de várias doenças
Foto: Dado Ruvic / Reuters
Procurado pela Reuters, o Facebook negou comentar sobre o tema, embora a agência confirmou que a rede social tem conversado com empresas do setor de saúde nos últimos.
Além disso, Zuckerberg e sua mulher, a pediatra Priscilla Chan, fizeram uma recente doação de US$ 5 milhões ao Centro Médico de Ravenwood, em Palo Alto, Califórnia.
Você está quase saindo da rede, quando salta a seus olhos aquele comentário radicalmente contrário a tudo que você acredita. O autor pode ser até um desconhecido, mas você encara como uma provocação - ou uma chance de expor suas opiniões, não importa: quando você vê, passaram-se horas de discussão no Facebook.
Das quase quatro horas em média que o internauta brasileiro passa online diariamente não é difícil dedicar boa parte delas conversando - ou batendo boca - com outros usuários. A julgar pelas longas listas de comentários, muitos raivosos, o desgaste pode ser grande, especialmente em véspera de eleições, mas acredite, existe discussão inteligente no Facebook. Para isso, é preciso respeito - igualzinho como acontece na "vida offline". A diferença é que, online, o esforço para ser empático - e contar até 10 - é ainda maior.
Uma prova de que é possível ter uma discussão construtiva nas redes é Edilson Luiz Ales Junior. Profissão: consultor de Tecnologia da Informação. Atividade: debatedor assíduo na rede. Uma discussão por semana é o mínimo da sua rotina, diz. Normalmente são sobre assuntos como violência, racismo e feminismo. “É uma atividade bem cansativa, por não ter elementos como interação de voz, o humor da pessoa, o que ela está te passando realmente, como tem pessoalmente. Mas acredito que as pessoas mudam com informação. Nas redes sociais, você tem de confiar muito na interpretação de texto das outras pessoas.”
Edilson Luiz Ales Junior, que entra em pelo menos um debate polêmico por semana no Facebook, afirma que é possível ter conversas produtivas nas redes
Foto: Arquivo pessoalFacebook / Reprodução
Ales Junior ressalta que, muitas vezes, as pessoas interpretam e mesmo se expressam mal nos debates online, principalmente em assuntos que tratam de crenças da sociedade. É só dar uma olhada nas timelines por aí para perceber o quanto é comum receber na defensiva qualquer argumento que confronte a crença do outro. Ales Junior confessa que, apesar de estar interessado em debates construtivos, já perdeu a paciência. “As pessoas interpretam a opinião contrária como confronto. Depois de 50 ou 60 posts, 40 minutos tomando pedradas, se você não tiver autocontrole de parar um pouco, tomar um ar, reler tudo o que foi dito, acaba perdendo a paciência. Então, o melhor é se acalmar e tentar ser empático com a pessoa”, aconselha.
A professora e pesquisadora da Universidade Católica de Pelotas (UCPel) Raquel Recuero reafirma que conversar online pode causar ruídos na comunicação e atrapalhar o bom andamento do debate, tornando-o mais acalorado facilmente. “Online não temos importantes informações. Não sei como o outro está recebendo o que eu digo. Muitas vezes, vejo as respostas muitas horas depois e não consigo corrigir aquela interação rapidamente. Não ouvimos a entonação da pessoa, como quando alguém posta algo que pretendia ser engraçado e outro usuário se ofende, porque não entende o contexto. Tudo isso propicia o desentendimento”, explica.
Além disso, como a rede social conecta milhares de pessoas, entre conhecidos e desconhecidos (no Facebook, muitas publicações estão visíveis a amigos de amigos), pessoas que você nem imagina podem receber suas publicações ou comentários e se ofender com sua posição sobre determinado assunto. São as chamadas audiências invisíveis. “As pessoas querem discutir, sim. Mas esse monte de ruído acaba atrapalhando e as pessoas tendem a ser mais agressivas na rede, porque não estão vendo o outro”, afirma Raquel.
O Facebook e outras redes sociais são espaços para a conexão entre amigos e pessoas que não se conhecem
Foto: Dado Ruvic / Reuters
A pesquisadora lembra ainda que, tanto online quanto pessoalmente, as pessoas tendem a buscar concordância, procurando os pontos que têm acordo e minimizando os que não têm. A diferença é que, pessoalmente, em um debate com conhecidos ou amigos, a pessoa sabe até onde pode ir. Na internet, nem tanto. “Acho difícil imitar online essa circunstância contextual. É preciso muito respeito para debater online. Os limites de bom senso não são tão nítidos na internet, as pessoas agem como se conhecessem todos os outros usuários e acabam ficando mais agressivas. É possível ter discussões construtivas, mas é preciso escolher bem essas discussões”, afirma Raquel.
Boa reputação nos debates online
O empresário Igor Oliveira, que afirma ter várias conversas produtivas no Facebook, explica que é uma questão de saber utilizar a ferramenta e identificar as pessoas que não estão dispostas a dialogar. “A regra básica é não dar trela para quem não quer dialogar de verdade. Eu procuro outras pessoas com o mesmo perfil e intensifico a minha interação com elas. As que querem simplesmente brigar, procuro não responder com muita intensidade, para não estimular um ambiente negativo”.
Ele entende por debates uma conversa em que o usuário quer convencer a plateia ou ter o argumento mais forte; diálogos, para Igor, é quando se está disposto a trocar ideias e conversar, e esses são mais produtivos no Facebook. Se você conseguir manter a boa vizinhança, é possível criar uma boa reputação como alguém que sabe dialogar e até ser lembrado nas conversas alheias. “As pessoas me marcam quando querem ouvir minha opinião. Tem épocas que isso se intensifica. Quanto mais energia colocarmos nas interações, mais diálogos surgem”, diz.
Ales Junior lembra de uma discussão sobre o caso do jovem negro acorrentado na zona sul do Rio de Janeiro, em que havia pessoas defendendo o ato e outras condenando. Uma discussão mais acalorada com outro usuário acabou indo para a troca de mensagens privada na rede. Com mais privacidade, a conversa abrandou e tornou-se mais construtiva. “Quando não se está exposto ao julgamento alheio, a pessoa tenta escutar mais o que você está dizendo. Não tem mais medo de ser julgada pelos outros ao perder ou ganhar uma discussão”.
Mudar de opinião
Para quem duvida que debates em redes sociais possam render uma boa conversa, saiba que é possível até mudar de opinião. Foi o que aconteceu com Eduardo Pohren, em uma postagem pública de um amigo. Ele conta que a discussão era sobre preconceito racial em jogos de futebol, em que ele era contra abolir o termo “macaco” utilizado pela torcida do Grêmio para se referir aos torcedores do Internacional, mas os argumentos de seu amigo, que defendia o fim do termo por ter uma conotação racista, acabaram fazendo com que ele refletisse. A discussão foi antes do caso do goleiro Aranha, do Santos, que repercutiu nacionalmente. “Naquela oportunidade, escutei os argumentos dele e refleti sobre o assunto. Quando os casos de injúria racial por parte da torcida gremista aconteceram (caso Aranha), mudei de opinião sobre o uso do termo. Foi por causa do Facebook, além de informações de outros locais”, conta.
Todos têm voz, mas nem todos são ouvidos
Apesar de uma imagem negativa se impor a cada comentário ofensivo nas redes sociais, os debates online têm um papel importante na democratização das opiniões na sociedade. É o que ressalta a pesquisadora Raquel, destacando que a rede nos expõe a ideias e opiniões que normalmente não estaríamos expostos. Mas nem sempre gostamos desse contato com o que é contrário ou estamos dispostos a ouvir outras opiniões. “A internet é democrática no sentido que te dá a oportunidade para falar. Pessoalmente, às vezes fica difícil se deslocar para ver uma realidade diferente da sua, como classes sociais, por exemplo. A rede torna mais fácil o contato com essas pessoas. Mas muitas pessoas não se respeitam, e os debates são negativos, levando muitos usuários a achar que não é bom entrar nas discussões. Vemos que existe uma tentativa de silenciar o discurso contrário. Ao invés de discutir as ideias, vou lá e xingo um usuário. Isso é antidemocrático”.
As redes nos colocam em contato com pessoas que pensam diferente, diz Raquel. Com esse contato, muitos temas velados na sociedade brasileira, como o racismo, vêm à tona nos pontos de vistas de quem participa dos diálogos. “Quando se diz que o brasileiro não é racista, é uma grande mentira. Basta entrar na internet para ver o quanto as pessoas ainda são racistas. Sem nem se dar conta, pois o discurso é naturalizado e as pessoas não percebem o que estão dizendo. A internet desvela esses discursos e mostra que a sociedade tem sim essas questões e é preciso questioná-las”.
Eduardo não acredita que as pessoas tenham, em geral, interesse em ouvir os outros nas redes, acha que elas enxergam mais como um espaço para expor suas opiniões. “As pessoas querem escutar o que elas pensam saindo da boca do outro, não querem refletir. Em um ponto, começam só a repetir o que disseram. Em alguns debates, as pessoas me acusavam de algo que eu tinha acabado de escrever o contrário acima. Elas não liam”, conta.
Mas ele não culpa a rede social, vê nela uma ferramenta para a discussão. “Não acho que o Facebook ajude a perpetuar maus debates. Nele, as más conversas só aparecem de forma explícita. As pessoas em geral são assim, não ouvem os outros. A rede social acaba forçando mais os debates, e isso é muito positivo. Ela democratiza opiniões e debates com outras óticas. Todos têm voz, e isso é importante, apesar de nem todos ouvirem”.
Ales Junior aponta como ponto positivo o fato de, em debates online, a pessoa poder utilizar a internet para validar dados e buscar mais informações sobre o assunto em pauta, antes mesmo de dar sua opinião, tornando-a mais consistente. Já ao vivo, a conversa é mais imediata. “Confirmar os dados antes de rebater é ótimo, mas para isso, a pessoa precisa estar interessada”.
A Companhia alemã de software corporativo SAP anunciou nesta quinta-feira acordo para comprar a produtora norte-americana de programas para gerenciamento de despesas Concur Technologies, em um negócio em ações avaliado em 7,3 bilhões de dólares.
A SAP disse em comunicado que a oferta é avaliada em 129 dólares por ação, um prêmio de 20 por cento sobre o preço de fechamento dos papéis em 17 de setembro.
Baseado nas 57 milhões de ações em circulação, a oferta pela Concur é avaliada em 7,3 bilhões de dólares. Incluindo dívida, a oferta implica em um valor de mercado de cerca de 8,3 bilhões de dólares para a companhia norte-americana, disse a SAP.
O conselho de administração da Concur aprovou a transação por unanimidade e o negócio deve ser concluído no quarto trimestre de 2014 ou nos três primeiros meses de 2015, sujeito à aprovações regulatórias e de acionistas.










