A Nasa lançou nesta quinta-feira quatro naves para estudar o campo magnético que rodeia a Terra e suas interações com os ventos solares, que em alguns casos podem afetar as telecomunicações e redes elétricas.
A nave Atlas da empresa americana United Launch Alliance, com os quatro satélites, decolou de Cabo Cañaveral, na Flórida, às 22H44 local (23H44 Brasília).
As quatro naves espaciais idênticas - de 1,2 tonelada cada uma - da missão "Magnetospheric Multiscale" ou MMS voarão em formação de pirâmide, o que permitirá obter imagens em três dimensões e recolher uma grande quantidade de informação desta zona de colisão entre o campo magnético terrestre e as partículas solares que chegam a grande velocidade e formam seu próprio campo magnético, a cerca de 60.000 km da Terra.
O campo magnético do nosso planeta normalmente o protege destas partículas, mas quando há erupções solares de alta potência ocorre um fenômeno chamado de reconexão magnética na magnetosfera terrestre responsável pelas auroras boreais e também pelas tormentas magnéticas que podem perturbar os satélites de comunicações e as redes elétricas.
"A reconexão magnética é um dos fatores mais importantes nos fenômenos meteorológicos espaciais", explica Jeff Newmark, diretor da divisão de heliofísica da Nasa.
A International Business Machines (IBM) está considerando adotar a tecnologia por trás do bitcoin, conhecida como "cadeia de blocos", para criar um sistema digital de dinheiro e pagamento para as principais moedas, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.
O objetivo é permitir que pessoas transfiram dinheiro ou façam pagamentos instantaneamente usando essa tecnologia sem um banco ou um agente de compensação envolvido, economizando em custos de transação, disse a fonte.
As transações constariam num livro de registro contábil aberto da moeda de um país específico como o dólar ou o euro, disse a fonte, que não quis ser identificada por não estar autorizada a discutir o projeto em público.
A cadeia de blocos - um livro de registro, ou lista, de todas as transações de uma moeda digital - é vista como a principal inovação tecnológica do bitcoin, permitindo que usuários façam pagamentos de forma anônima, instantaneamente, e sem regulação governamental.
Em vez de ficar armazenado num servidor separado e controlado por um indivíduo, empresa, ou banco, o livro de registro é aberto e pode ser acessado por todos os participantes na rede de bitcoin.
O sistema de moeda digital proposto funcionaria de maneira similar.
"Quando alguém quiser fazer uma transação no sistema, em vez de ter que adquirir um bitcoin, você simplesmente diz, aqui vão alguns dólares", disse a fonte. "É como um bitcoin, mas sem o bitcoin".
A IBM é uma dentre várias companhias de tecnologia buscando ampliar o uso da tecnologia de cadeia de blocos para além do bitcoin, a moeda digital lançada há seis anos que atraiu seguidores entre investidores e entusiastas por tecnologia.
A IBM não respondeu emails da Reuters sobre o assunto.
Uma menina de sete anos de idade precisou de pouco mais de dez minutos para hackear uma rede wi-fi. É o que descobriu uma empresa especializada em segurança cibernética que quis alertar o público sobre os perigos de se conectar a redes sem-fio pouco protegidas.
No experimento, Betsy Davis, uma pequena fã de tecnologia que vive em Londres, conseguiu infiltrar a rede Wi-Fi em apenas dez minutos e 54 segundos, depois de algumas buscas no Google e de ler um tutorial na internet, afirmou a companhia Hide My Ass.
"A imagem de cibercriminosos escondidos em um quarto escuro em lugares afastados do mundo é antiquada", disse Cian McKenna-Charley, porta-voz da empresa.
"É mais provável que eles estejam sentados ao seu lado no bar ou na biblioteca pública. Se uma criança pode hackear tão facilmente uma rede Wi-Fi em poucos minutos, imagine o dano que pode causar um hacker profissional e com intenções criminosas."
Brincadeira de criança
Para o hacker profissional Marcus Dempsey, que analisa a segurança de redes empresariais, os resultados do experimento são "preocupantes, mas não surpreendentes".
"Sei como é fácil para qualquer pessoa entrar no dispositivo de um estranho. E numa época em que as crianças costumam saber mais de tecnologia que adultos, hackear pode ser literalmente uma brincadeira de criança."
Os pontos de acesso público à internet, os chamados hotspots, são redes presentes em bares, hotéis, restaurantes, edifícios públicos ou em áreas abertas das cidades, como parques.
Quando são pouco protegidas, os hackers conseguem acessar os dados transmitidos através dessas conexões - por exemplo, de usuários que entram em seu perfil em redes sociais ou se comunicam com seu banco.
Betsy aprendeu a estabelecer um ponto de acesso como o usado por hackers para realizar os chamados ataques "homem no meio", nos quais é possível ler e modificar as mensagens entre duas partes sem que nenhuma delas perceba.
No ano passado, o Parlamento Europeu teve que desconectar seu sistema público de wi-fi depois de ser alvo de um desses ataques.
Cuidados
Muitos dos milhões de pontos públicos de wi-fi no mundo exigem apenas um nome de usuário e uma senha para serem acessados. Especialistas como Dempsey recomendam que usuários evitem escrever informações pessoais e senhas quando conectadas a essas redes.
Também lembram que é importante ensinar às crianças sobre os perigos da internet e educá-las eticamente sobre a troca de dados online.
"Tão fácil quanto aprender a codificar para criar um jogo de computador é cair no mundo obscuro dos hackers", afirma Dempsey.
Betsy, 7, participou de experimento para mostrar vulnerabilidade de redes públicas de wi-fi
Foto: BBC Mundo / Copyright
Procedimentos simples como deletar programas mais pesados e adotar versões online podem ajudar a melhorar a performance do computador
"Mas acabamos de comprar o computador!", você reclama. Na verdade, você o comprou há seis anos, quando fez aquela viagem e decidiu aproveitar o valor do câmbio. Mas por que é que agora os programas demoram tanto para abrir?
Se você não é especialista em TI, mas não quer trocar de computador como troca de roupa, a BBC Brasil compilou alguns truques para ajudá-lo a manter seu Mac ou PC – são passos simples e que podem ser usados por todos, independentemente do quanto você sabe sobre computadores.
1. Faça uma desfragmentação no disco rígido
Talvez você nem saiba o que isso significa, mas pode se surpreender com a importância do procedimento na manutenção do computador.
A desfragmentação acelera a forma como seu computador lê e navega pelos documentos, "limpando" e reorganizando os dados armazenados nele.
Até os discos rígidos modernos ficam mais lentos com o passar do tempo, por causa da forma como os arquivos são guardados. À medida que arquivos são criados e deletados, eles são fragmentados e guardados em diferentes partes do disco, em vez de ficarem todos juntos. Isso faz com que o acesso aos arquivos fique menos eficiente.
Ao organizar os blocos de informação espalhados no disco rígido, você não apenas aumenta o espaço disponível na memória, mas agiliza o acesso aos dados.
A desfragmentação é especialmente necessária em PCs, que possuem um programa especial para fazê-la. Outra opção é o programa gratuito Smart Defrag 3 (para Windows 8.1).
Em Macs, a Apple afirma que a desfragmentação dificilmente precisará ser feita, porque o sistema otimiza a organização dos arquivos automaticamente. Mas se o seu Mac estiver lento, é possível usar o programa Utilitário de Disco (Disk Utility) para consertá-lo.
Se quiser tentar a desfragmentação mesmo assim, o programa iDefrag (para Apple OS X) também é gratuito.
2. Apague arquivos desnecessários
Hoje em dia é muito fácil encher um disco rígido de menos de 200 GB. E quanto mais cheio ele fica, mais difícil fica para completar qualquer ação.
Você provavelmente tem muitos arquivos antigos que nunca usa, ocupando espaço valioso em seu computador.
E para descobrir quais são eles de maneira rápida, basta baixar um aplicativo.
Há muitos programas no mercado tanto para PCs quanto para Macs. Para usar no Windows, SpaceSniffer e WinDirStat, ambos gratuitos, ajudam a identificar os arquivos que ocupam mais espaço em seu disco rígido.
Se você usa o Mac, há um jeito ainda mais fácil de encontrar esses arquivos, usando o próprio Finder (programa padrão de gerenciamento de arquivos do OS X). Ele possibilita ver tudo o que está no Mac de maneira prática, incluindo aplicativos e programas, discos rígidos, arquivos, pastas e drives de DVD.
Você pode organizar seus arquivos e pastas por aí, buscar material em qualquer lugar em seu Mac ou deletar tudo o que não quer mais.
3. Evite executar programas automaticamente
Esta é uma das maneiras mais rápidas de deixar seu computador mais veloz – especialmente quando você liga a máquina.
Você pode ver quais programas estão sendo executados no computador em tempo real e fechá-los, se quiser.
Tanto o OS X, com o Monitor de Atividade, quanto o Windows, com o Gerenciador de Tarefas, permitem fazer isso.
Se você usa um Mac, procure em Preferências do Sistema, selecione "Usuários e Grupos" e clique nos processos que quer parar. Se você tem um PC, você pode usar o software gratuito Autoruns, que controla todos os programas executados automaticamente.
4. Elimine vírus e malware
Alguns insistem que é possível ficar sem um programa antivírus, afirmando que eles usam muita memória e poder de processamento, especialmente em PCs mais antigos.
Mas para quem não é especialista, é melhor se prevenir e instalar o programa.
É importante escolher o antivírus de acordo com as especificações do seu computador. Alguns dos programas que usam menos memória e processamento são o Microsoft Security Essentials, o Panda Cloud e o Avira. Para PCs, a lista é bem longa.
Apesar do mito popular de que Macs não são vulneráveis a vírus, suspeite se seu computador estiver mais lento do que o normal. Use uma ferramenta gratuita como o Avast ou o Sophos.
5. Use aplicativos web
Para que instalar o Office se você pode usar programas online gratuitos como Google Docs, o Adobe Buzzword ou com os conjunto de programas Zoho e Peepel?
Aplicativos web, abertos em um navegador, conseguem desempenhar quase todas as funções necessárias para criar ou compartilhar arquivos.
Eles também têm duas vantagens: são mais leves (por isso exigem menos poder de processamento para serem executados) e não enchem o disco rígido.
Se você tentar estes cinco passos e, mesmo assim, seu computador não executar as tarefas mais rápido, talvez seja a hora de chamar um técnico – ou de investir em uma nova máquina!
Antes de comprar outro computador, experimente desfragmentar o que tem em casa
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Você certamente tem arquivos antigos que não usa mais ocupando espaço valioso na sua máquina
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Escolha programas antivírus de acordo com as especificações do seu computador – há muitas opções gratuitas
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Caso nenhuma destas alternativas funcionem, pode ser a hora de trocar de aparelho
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O Contribuinte poderá salvar ou compartilhar dos computadores da Receita Federal informações online do programa gerador da declaração do Imposto de Renda para usar em diversos dispositivos e não apenas no utilizado para preenchimento do documento. Isso facilitará a vida do usuário em um mundo cada vez mais conectado e utilizando a chamada computação em nuvem (acesso a computador remoto).
Caso tenham certificação digital, os contribuintes poderão, ainda, preencher online a declaração diretamente no site da Receita Federal. Para isso, basta acessar, no início do prazo, o Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) da Receita Federal. A expectativa da Receita para este ano é receber 27,5 milhões de declarações de pessoas físicas.
Outra novidade é a possibilidade do contribuinte importar de um rascunho informações armazenadas nos computadores da Receita para preenchimento da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2015 (IRPF).
Não será possível recuperar o rascunho da declaração pré-preenchida. Coordenadora-geral de Tecnologia da Informação, Cláudia Maria de Andrade informou que os rascunhos estarão disponíveis até o próximo domingo. Ele poderá ser utilizado por meio de aplicativo em tablets, smartfones e computadores de mesa e notebooks. Conforme a Receita, não é necessário certificação digital.
O contribuinte que optar pela instalação do programa gerador do Imposto de Renda terá de aguardar até 2 de março, a partir das 8 horas, para fazer o download. “A partir deste horário, quem baixar o programa poderá transmitir a declaração”, informou Joaquim Adir.
Umas das novidades do IR deste ano é a possibilidade de fazer um rascunho para armazenar informações para o preenchimento da declaração
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A Receita não vê problema em não ter liberado em 2015 o programa para elaboração da declaração dias antes do início do prazo para entrega. Segundo o subsecretário de Arrecadação e Atendimento, Carlos Roberto Occaso, o contribuinte não terá prejuízos, porque o período foi mantido e o número de serviços para entrega ampliado.
Conforme a Receita, este ano o contribuinte poderá se cadastrar no site do órgão para receber alerta do andamento da declaração após o prazo.
As regras para entrega da declaração em 2015 foram divulgadas dia 4. O prazo para entrega do documento será de 2 de março a 30 de abril. Este ano, o contribuinte poderá fazer um rascunho para armazenar informações para o preenchimento da declaração do IRPF 2015. Os dados poderão ser transferidos por meio do aplicativo do IRPF ao formulário definitivo.
Obrigado a declarar
Está obrigado a apresentar declaração quem recebeu, em 2014, rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55 ou rendimentos isentos – não tributáveis ou tributados somente na fonte –, cuja soma seja superior a R$ 40 mil.
Também deve declarar quem recebeu, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência de imposto, realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias e futuros, auferiu ganhos, tem bens ou propriedade rurais de acordo com valores estabelecidos pela Receita.
Nos próximos dias, a Receita lançará um aplicativo para cálculo do imposto de rendimento recebido acumuladamente. Isso facilitará a vida de quem tem demandas judicias e precisa fazer o cálculo do imposto entre grandes períodos.
A novidade alcançará o contribuinte e o responsável pelo cálculo pela fonte pagadora. “Hoje, existem várias divergências de informações. Vamos acabar com as divergências de entendimento entre o que foi retido e o valor calculado. Dará segurança jurídica”, explicou Ocasso.
Ele reforçou a exigência do profissional liberal incluir no Carnê Leão o CPF dos clientes. "Antes, um médico só declarava o valor global recebido para facilitar o cruzamento de dados", lembrou Occaso.
Outra medida para facilitar o cruzamento de dados, anunciada semana passada, é a obrigatoriedade de pessoas físicas com 16 anos ou mais que constem como dependentes na declaração do Imposto de Renda Pessoa Física se inscreverem no Cadastro da Pessoa Física (CPF).










