Em conferência para desenvolvedores na semana passada, o Google relançou o sistema de armazenamento de fotos e vídeos chamado Photos, com versão para web e aplicativospara Android e IOS. O sistema permite que os usuários armazenem na nuvem vídeos de resolução HD e um número ilimitado de imagens de até 16 megapixels - gratuitamente.
Para simplificar a vida do usuário viciado em selfies, o aplicativo organiza sozinho as imagens do celular em três abas - pessoas, lugares e coisas - e facilita o compartilhamento nas redes sociais. O app permite navegar pelas fotos em intervalos de meses ou anos - ferramenta já disponível no iPhone. Ele ainda é capaz de organizar sua coleção de acordo com as pessoas com as quais você mais tira fotos ou os lugares que mais frequenta. Detalhe: o aplicativo reconhece os rostos e os lugares automaticamente.
Veja como usar o Google Photos:
No celular
Após instalar o aplicativo e conceder as permissões necessárias para que o Google Photos acesse todas as fotos do celular, o usuário tem de selecionar se deseja ativar o backup automático de fotos. Em seguida, deve-se responder se o aplicativo pode usar a rede móvel da operadora para enviar fotos. Na sequência, o usuário deve responder se quer ou não ativar o recebimento de notificações do aplicativo.
Com todas as configurações determinadas, o Google Photos fará o upload das fotos – se o backup automático estiver ativado. No menu, localizado à esquerda, o usuário pode acessar álbuns, lixeira, configurações, além de acompanhar o progresso do upload.
Clicando no botão “+”, é possível ainda criar um novo projeto, selecionando fotos para adicionar ao álbum, filme, história, animação ou colagem. Por fim, o botão com três pontos no lado direito da tela permite mudar as opções de exibição das fotos.
Na web
Para utilizar o aplicativo na web, basta acessar o site do Google Photos . Basta clicar sobre o ícone representado por uma nuvem com uma seta para cima para enviar imagens – localize o arquivo em seu computador. Após isso, clique no botão “+” para organizar as fotos em álbuns, nomeando e clicando na imagem desejada.
O botão localizado no canto superior esquerdo da página permite que o usuário acesse a lixeira – com as fotos deletadas- os álbuns e as configurações.
Terra
A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (2) que a última versão do seu sistema operacional será disponibilizado no dia 29 de julho para usuários de computadores e tablets.
A nova atualização do software Windows 10 será gratuita para aqueles que ainda utilizam o Windows 7 e Windows 8.1. A versão será lançada em 190 países.
O Windows 10 virá pré-instalado em computadores e tablets compatíveis com a Microsoft a partir de 29 de julho e estará disponível para compra no final do ano.
O anúncio marca um grande lançamento para a Microsoft, após o relativo fracasso do Windows 8, que foi lançada em 2013.
A Microsoft tem grandes expectativas para o Windows 10, projetando a sua instalação em um bilhão de dispositivos em todo o mundo até 2018. A ideia é conquistar desenvolvedores de aplicativos.
Espera-se que o Windows 10 estabeleça uma base comum com a qual os desenvolvedores poderão fazer aplicativos que funcionem em smartphones, tablets, PCs e desktops, e até mesmo Xbox.
Novo menu iniciar do Windows 10
Foto: Divulgação
Mais de 3 bilhões de pessoas no mundo usam atualmente a internet, no entanto, outras 4 bilhões que residem nos países mais pobres do planeta seguem sem estar conectados "online", segundo os dados apresentados nesta terça-feira pela União Internacional das Telecomunicações (UIT).
Maioria da população mundial não está no mundo "online"
Foto: Anindito Mukherjee / Reuters
Estes 4 bilhões de pessoas representam dois terços da população que vive nos países em desenvolvimento, e não têm perspectivas a curto prazo para poder ter acesso às novas tecnologias da informação (TIC).
De fato, das 940 milhões de pessoas que vivem nos Países Menos Desenvolvidos (LDC, por sua sigla em inglês) só 89 milhões usam internet, o que indica uma penetração de apenas 9,5%. No entanto, os desafios para que todo mundo tenha acesso às TIC, as estatísticas mostram que nos últimos 15 anos foram feitos progressos muito consideráveis.
Desde o ano 2000 até 2015, a penetração de internet se multiplicou por sete, dado que passou de 6,5% da população mundial a 43%. Além disso, a proporção de lares que têm acesso à internet passou de 18% em 2005 a 46% em 2015.
Atualmente há mais de 7 bilhões de linhas de celulares no mundo, quando no ano 2000 eram apenas 738 milhões.
Não há muitas pessoas que se tornaram multimilionárias como consequência direta do desrespeito a regras da escola, mas o britânico Jack Cator é uma delas.
Em 2005, Cator, então com 16 anos, estava irritado porque sua escola em Norfolk, no leste da Inglaterra, havia bloqueado o acesso à rede de computadores da instituição. O objetivo era impedir que os alunos acessassem sites de música e jogos.
Mas ele, como exímio programador, decidiu usar seu conhecimento para invadir o sistema.
"Pensei que seria engraçado furar o bloqueio montado pela escola", diz Cator, agora com 26 anos.
Para fazer isso, ele usou um site que simula a impressão digital de um computador, ao roteá-lo por meio de um servidor remoto, normalmente localizado no exterior, e permitindo ao usuário navegar na internet de modo anônimo e privado. Tais sites franqueiam aos usuários acesso à chamada rede privada virtual (VPN, na sigla em inglês).
Cator fez uma dessas redes funcionar, e rapidamente, em vez de usar um computador da escola para pesquisar seu dever de casa, aproveitava para assistir a seus videoclipes preferidos.
Mas descontente com a qualidade dos então provedores de VPN, que, segundo ele, não eram fáceis de usar e veiculavam muita propaganda, Cator decidiu lançar-se a um desafio maior: criar a sua própria rede.
Foi preciso apenas uma tarde sentado no sofá da casa de seus pais para colocar o site de pé, batizado com um nome impossível de sair da cabeça – Hide My Ass (HMA, ou "Esconda o Meu Traseiro").
Dez anos se passaram e Cator acabou de vender seu negócio – do qual ele era o chefe e o único dono – pelo equivalente a R$ 190 milhões.
A HMA, que Cator transformou em uma das maiores empresas de VPN do mundo, sem o aporte de qualquer investidor externo, foi comprada pela gigante de software AVG.
Já a AVG está trazendo para seu portfólio uma empresa com 2 milhões de clientes, um faturamento anual de 11 milhões de libras (R$ 52 milhões) e um lucro que excede 2 milhões de libras (R$ 9,5 milhões). Pelos termos do acordo de compra, Cator continuará como chefe-executivo da HMA.
Viralização
HMA permite a usuários acessar sites que podem estar bloqueados
Apesar de ter apenas 16 anos quando criou sua rede, Cator já entendia profundamente sobre arte de promover sites, e também sobre ganhar dinheiro na internet, para se dar conta de que a HMA poderia ser um sucesso comercial.
Naquela época, ele começou a promover o site em fóruns de internet para gerar repercussão.
A HMA ganhava dinheiro com o chamado "programa de afiliados". Em linhas gerais, isso significa receber, por exemplo, uma comissão de um site varejista toda vez que um usuário acessar e compra algo ali por meio de um intermediário, no caso, o site de Cator.
Em um mês após seu lançamento, a HMA já tinha centenas de milhares de usuários espalhados pelo mundo, e faturamento da ordem de 15 mil libras (R$ 71 mil) por ano.
"Fiquei muito surpreso como tudo isso viralizou rápido. Nunca montei um plano de negócios ou nada do gênero", relembra.
"Eu lancei o site inteiro em uma única tarde. Mas se as pessoas acham que é uma boa causa, eles vão compartilhá-lo".
Atualmente, 100 funcionários trabalham no HMA, cujo faturamento dobra a cada ano
Com muito dinheiro no bolso, Cator decidiu permanecer na escola e foi cursar informática na universidade.
Mas em 2009 ele decidiu largar a faculdade para se dedicar integralmente à HMA, criando um serviço pago que possui agora mais de 200 mil assinantes. Juntam-se a esses usuários outros 2 milhões que usam a versão básica gratuita.
Mas para que o seu negócio crescesse, Cator percebeu que precisaria de funcionários, que ele tratou de contratar em um regime de colaboração.
Para começar, ele empregou pessoas com as quais ele nunca havia falado ao telefone, quiçá se encontrado pessoalmente, incluindo um programador de sites de Kiev, na Ucrânia, e um diretor de serviços ao consumidor baseado em Belgrado, na Sérvia. Por muito tempo, eles só se comunicaram por e-mail, com Cator ainda morando na casa dos pais, em Norfolk.
"Eu recomendaria fortemente essa alternativa, porque você não gasta muito, não precisa de um escritório físico, e pode achar pessoas muito talentosas", diz ele.
Mas na medida em que a empresa cresceu, Cator se deu conta rapidamente das limitações desse sistema.
"Uma coisa de que eu me arrependo é não ter aberto um escritório...e transformar o meu negócio em uma empresa de verdade um pouco mais cedo", acrescenta.
"Quando você cresce muito rápido, chega um ponto em que contratar as pessoas remotamente não é ideal – pois há muita confiança em jogo", diz.
Cator diz que nome dado à empresa ajudou a promovê-la
"Em um determinado momento, eu tinha pessoas trabalhando para mim em sete ou oito países, e você não sabe quem elas são até certo ponto", alega.
Cator acrescenta que a gota dágua veio quando um de seus funcionários tentou criar uma empresa concorrente.
Em 2012, o jovem decidiu buscar um teto físico para sua companhia. Ele abriu um escritório e transformou colaboradores de muito tempo em funcionários de tempo integral.
Naquele mesmo ano, Cator se mudou para Londres, onde estabeleceu a sede da HMA no bairro do Soho. Enquanto isso, outros escritórios foram abertos em Belgrado (Sérvia) e em Kiev (Ucrânia).
Atualmente, 100 funcionários trabalham no HMA, cujo faturamento dobra a cada ano.
Polêmica
HMA é bloqueada em vários países, como China e Irã
Provedores de VPN como a HMA oferecem aos usuários numerosas vantagens.
Além de permitir às pessoas acessar sites que, ocasionalmente, estejam bloqueados em determinados países, empresas como a de Cator protegem contra o roubo de informações pessoais por hackers.
No entanto, provedores de VPS - que são bloqueados em países como China e Irã – também vêm sendo alvo de críticas.
Enquanto as pessoas podem usá-los para se protegerem na internet, eles também podem ser usados por quem deseja apagar seus rastros nas redes.
Cator diz que a HMA não está mais suscetível a abusos do que qualquer outra companhia de internet, e que sempre fornece qualquer informação solicitada pela polícia.
Com o negócio previsto para crescer fortemente agora sob o controle da AVG, Cator acrescenta que a HMA não foi apenas bem-sucedida por causa do serviço que oferece.
"Nosso nome tem um papel fundamental nisso", brinca ele.
"As pessoas ficam fascinadas – depois que você ouve, não consegue esquecê-lo".
(HMA)
Foto: BBC Mundo / Copyright
Espanhol é o quarto idioma mais falado no mundo e é o idioma oficial em mais de 20 países. Eu estudei espanhol quatro anos durante o ensino médio e apesar disso, não sei falar quase nada além de “Me llamo John-Erik. Yo nací en Los Ángeles. Chicle en la basura, por favor.” Infelizmente, meu espanhol era vergonhoso e nunca saiu da sala de aula e com isso, nunca ganhou vida. O que eu fiz de errado?
Eu precisava da orientação de especialistas, então consultei duas pessoas que tinham muito a dizer sobre a língua espanhola: Luca Lampariello, um italiano que começou a aprender espanhol sozinho quando criança (ele também fala inglês, russo, mandarim e japonês), e o poliglota de plantão da Babbel, Matthew Youlden. Aqui vão as dicas deles para aprender espanhol (ou qualquer outra língua):
1. Deixe que a língua faça parte da sua vida
Não exclua a língua que você está aprendendo da sua vida. Você não está aprendendo espanhol para falar sobre o aprendizado de espanhol. Esse tipo de procedimento entendia muito rápido e é desmotivante. Em vez disso, encare o espanhol como uma nova forma de levar a vida cotidiana: troque o idioma do seu computador para espanhol, procure filmes em espanhol e programas de TV com legenda em espanhol; leia as notícias de jornais, revistas e websites espanhóis. Se você utilizar a língua que você está aprendendo nas tarefas que são parte da sua vida, você fará do aprendizado um reflexo do seu dia a dia em vez de uma tarefa que você tem que cumprir. Basta lembrar-se que o aprendizadode uma língua é um meio para alcançar um objetivo.
2. Mantenha contato com falantes nativos
A melhor forma de inserir o espanhol na sua vida diária é manter contato com falantes nativos do idioma. Se você tem algum amigo que fala essa língua, convença-o de conversar com você somente nesse idioma pelo menos durante a metade do tempo que vocês passam juntos. Se você for a um restaurante mexicano, por exemplo, tente fazer o pedido em espanhol. E se você viajar para a Espanha ou para algum outro país da América Latina, não volte a estaca zero, perguntando “¿Habla portugués?“. Aproveite toda oportunidade para falar o idioma. Você precisa praticar o que está aprendendo - falar é sempre a melhor maneira de fazer isso. No momento em que você puder manter uma conversa simples encontre pessoas que falem espanhol ou um clube para você falar espanhol enquanto pratica atividades que você gosta. Tudo vale a pena, desde aulas de dança até um coral ou um clube de astronomia.
Este é mais um segredo para não esquecer o que você aprendeu. Luca nos contou sobre sua experiência: “Meus pais tinham alguns bons amigos espanhóis que vinham comer em casa uma vez por semana, então eu podia treinar com eles. Se você tiver a oportunidade de falar muitas línguas diariamente, você não vai esquecê-las.” Não importa se você está aprendendo mais de 10 línguas estrangeiras ou tentando somente não esquecer uma. Quanto mais você usá-la, menor é a probabilidade de esquecê-la.
3. Identifique semelhanças
Espanhol, francês, italiano, português e romeno quase não podem ser consideradas “línguas estrangeiras” entre si, já que elas todas têm origem no latim. Essas línguas “românicas” possuem vocabulário, sintaxe e gramática tão semelhantes que podem ser chamadas de irmãs. Essa similaridade com o italiano, língua materna do Luca, o ajudou a começar a aprender espanhol, apesar de ele ainda precisar se concentrar e fazer da aprendizagem do espanhol uma prática diária.
Como comparação, tomemos um falante nativo de inglês, por exemplo. Ele aparentemente teria uma grande desvantagem ao aprender espanhol. Afinal de contas, o inglês vem do anglo-saxão, uma língua germânica. Então, o que poderiam ter o inglês e o espanhol em comum? Na verdade, muita coisa. O inglês formou cerca da metade de seu vocabulário do francês e do latim. Então, pode até ser que o inglês e o espanhol não sejam irmãos, mas certamente, são primos. Vejamos o exemplo dado por Matthew: “la proclamación de la democracia”. Este segmento quase não precisa ser traduzido para o inglês! Como Luca afirma: “democratisation, democratización, démocratisation, democratizzazione … você pode aprender quatro línguas ao mesmo tempo.”
4. Utilize a arte da imitação
Uma pronúncia autêntica: a barreira final. Para dominar a pronúncia espanhola, você deve ouvir atentamente os falantes nativos e imitá-los. Pense que você é um ator que não está só decorando o texto, mas está também adquirindo o caráter do personagem que passa a habitar em você. Independente de como você exercita o novo idioma (mantendo contato com amigos falantes nativos, conversando através do skype, assistindo a filmes e programas de TV no idioma), imite as vozes que você ouve com a maior precisão possível. Com o tempo, você vai se familiarizar com sons que ainda não está acostumado a pronunciar. No inicio, você pode se sentir meio ridículo, mas uma vez que a pronúncia correta se firma, você estará “dentro do personagem” quando falar espanhol.
Como o espanhol possui diferentes sotaques regionais, as pessoas que você escolheu para imitar podem dar uma “apimentada” regional especial ao seu espanhol. Como o Matthew estudou em Barcelona, ele fala espanhol como um “barcelonés”, enquanto Luca desenvolveu um sotaque “madrileño” depois de namorar uma menina de Madri. “Meu espanhol pode estar anos luz atrás do deles, mas eu tento imitar meus amigos mexicanos na esperança de um dia ser capaz de empregar güey em quase todas as frases como um dos caras”.
5. Produza uma reação em cadeia!
A dica número 5 é para todos que já se sentem capazes de aprender uma terceira língua ou mais. Uma vez que você saiba uma segunda língua bem o suficiente para ler, escrever e falar, aproveite para aprender a próxima. É como um treinamento duplo: você vai aprender a terceira língua, enquanto consolida e aperfeiçoa a segunda. Digamos que depois de aprender inglês, você queira aprender francês. Seu objetivo não é “aprender francês”, mas sim “to learn french”. Quando você estuda desta forma, seu conhecimento não parte de um ponto único já fixo (sua língua materna), mas se estende ao longo de uma cadeia, onde cada nova conexão reforça a última.










